No Dia do Amigo, Correio traz histórias de relações além das redes sociais

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São histórias de pessoas que, mesmo com o passar do tempo, não perderam a essência da convivência. E o sentimento construído por anos se transformou em uma relação de família.


As redes sociais têm sido um caminho para aproximar quem está longe, para conhecer novas pessoas e até um meio de trabalho. No entanto, nas relações humanas em tempos de internet, é comum ouvir a famosa frase do “vamos marcar” e o encontro demorar para acontecer ou nunca sair. Fica a sensação de que a conversa diária pelo celular ou pela tela do computador são suficientes para sustentar um vínculo. Que a curtida e o parabéns visuais bastam. Mas há quem preserve o contato físico. Que goste do olho no olho, do abraço apertado e da risada ao vivo e a cores. Hoje, 20 de julho, é o Dia do Amigo. Portanto, vamos contar histórias de pessoas que, mesmo com o passar do tempo, não perderam a essência da convivência. E o sentimento construído por anos se transformou em uma relação de família.

Assim aconteceu com Caio Resende, 24 anos, e os amigos. Em 2001, quando estava na 2ª série em um colégio de Taguatinga, ele conheceu três garotos da turma, que começaram uma união mantida até hoje. Com o passar dos anos na escola, o número do grupo aumentou e chegou a 16 meninos. “Passávamos mais tempo no colégio do que em casa. A gente estava grudado em tudo. Parecíamos irmãos, da mesma família”, relata Caio.


Mesmo com alguns tendo aula em períodos diferentes, a relação se manteve firme. Eles sempre tentavam se encontrar. A casa de Davi Mendes, 24, era próxima à escola. À época, o imóvel era o ponto de encontro do grupo. “Depois do treino, a gente sentava na frente da escola. Todo mundo ia embora, os portões fechavam, e a gente ainda estava lá, conversando. Depois ia para a minha casa, onde ficava mais um bom tempo. No fim das contas, era tanto papo e zoação que a gente fazia valer a pena cada segundo”, ressalta Davi.

Após mais de 10 anos de amizade, hoje, eles formam uma turma de 12. Cada um seguiu um caminho, seja na faculdade ou no trabalho, mas nunca deixou a relação de lado. “A nossa história foi acontecendo naturalmente, apesar de sermos bastante diferentes. São vários anos e passamos por várias coisas”, comenta Álvaro Augusto, 24, um dos integrantes do grupo. Rodrigo Costa, 24, considera que a vontade de estarem sempre juntos reforça o sentimento criado. “Nunca fomos de dar desculpinhas ou deixar em aberto nossas reuniões. Rola o convite e quem pode ir já fala ‘bora’, quem não pode, também já avisa que não vai e pronto. Não tem ‘ah, vou ver’ ou ‘vamos pensar melhor”, explica. “Sabemos que quando a vida aperta, os irmãos estão ali para dar o suporte necessário. Confiança quanto a isso é 100%”, completa.

Sobre as redes sociais, Rodrigo acredita que são plataformas que ajudam, mas não substituem o contato presencial. “Somos da época da transição. Vivemos o período em que nem existiam redes sociais sofisticadas, com foto e tudo mais. Logo em seguida vieram o Orkut, o MSN, o Facebook, o Instagram. Rede social é massa, mantém a interação da galera, mas não substitui a presença física, a risada e um abraço no seu amigo”, destaca.


Correio Braziliense
Legenda: Hoje adultos, eles cultivam uma amizade nascida quando eram crianças e estudavam no mesmo colégio, em Taguatinga

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