Ramadã começa com orações pela paz

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Celebração de 30 dias composta por jejum e rotina de preces marca para o Islamismo a revelação do ‘Alcorão’ a Maomé; preconceito persiste.


Os muçulmanos do Brasil – cerca de 1 milhão, conforme estimativas da União Nacional das Entidades Islâmicas (UNI) – começaram neste sábado, 27, a celebrar o Ramadã, com 30 dias de jejum e orações em 115 mesquitas. Juntos, lembrarão o mês em que Alá revelou o Alcorão, livro sagrado do islamismo, ao profeta Maomé. “Vamos rezar pela paz, que é a tradução da palavra Islã, e refletir sobre o perdão dos pecados e o amor ao próximo”, disse o Sheik Jihad Hassan Hammadeh, presidente do Conselho de Ética da UNI e porta-voz da comunidade na América Latina.

O Sheik, cidadão sírio naturalizado brasileiro, afirmou que os muçulmanos são bem acolhidos no Brasil, embora sejam discriminados por uma minoria, especialmente as mulheres que são identificadas com facilidade porque usam o véu em público. “Tirem esse véu”, afirmam, por exemplo, no metrô e em supermercados pessoas que identificam muçulmanos como terroristas, por falta de informação correta.

Abdel Aziz, de 12 anos, que estuda numa escola em Florianópolis, revelou que alguns colegas identificam muçulmano como homem-bomba e lhe jogam isso na cara, discriminando-o sem disfarces. “Eu falo que terroristas não são islamitas, porque o Islã prega a paz e quem pratica a violência não é reconhecido por Deus como muçulmano”, disse Abdel. O paulista Amer Hind, de 11 anos, que participou com ele na sexta-feira, 26, da oração das 13 horas, na mesquita de São Bernardo do Campo, observou que não sofre discriminação, embora seus colegas saibam que ele é muçulmano.

Estadão

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