Fila de adoção é zerada em cidades do Sul de SC

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No estado, são mais de 2,5 mil famílias habilitadas para pouco mais de 200 crianças e adolescentes que esperam por um lar.

Com uma força-tarefa da Justiça com Secretarias de Assistência Social, quatro municípios do Sul de Santa Catarina tiveram a fila para adoção zerada, como mostrou o Jornal do Almoço.
"Eu senti muito amor por eles, porque eu vi que minha família verdadeira tava naquele momento ali. Eu tô mais feliz que do que imaginava", conta Helio Mateus Apolinário, de 11 anos.
O sonho do menino levou quatro anos para virar realidade. Ele foi adotado por Carmiranda e Airton Apolinário. "Lá atrás, na fila, antes da adoção, a gente sofre muito. Cada dia, cada noite, cada vez que você olha o quarto preparado. Isso aí dói", conta Airton.
"Veio para completar a nossa família em todos os sentidos. Com a convivência, com o carinho, o amor", diz Carmiranda.
Famílias de quatro cidades do Sul catarinense que fazem parte da comarca de Santa Rosa do Sul já tiveram essa mesma sensação. Em um ano, a juíza Livia Borges Zwetsch conseguiu zerar a fila de espera - quatro crianças e um adolescente foram adotados.
"A gente trabalha junto com o CRAS (Centro de Referência em Assistência Social), identificando qual o problema daquela família, qual situação de risco aquela criança está envolvida. Então a gente tem essa proximidade muito grande com a família, com a criança e com a rede. Funciona melhor quando está todo mundo integrado", afirma a juíza.
Depois desse trabalho, mais quatro crianças voltaram para os pais biológicos.

Dados estaduais
Conforme a RBS TV, Santa Catarina tem muito mais famílias querendo adotar do que crianças disponíveis. São mais de 2,5 mil famílias habilitadas no estado para pouco mais de 200 crianças e adolescentes que esperam por um lar.
Josane Tomaz esperou nove anos para conseguir adotar. "A lei não está sendo cumprida, porque não é justo que uma família ganhe seu filho em um ano e mães como eu esperem nove anos ou outras famílias até mais".
A juíza explica que o sistema é de 2005. "A atenção tem que voltar mais para o cadastro estadual, porque é um problema. Hoje a gente tem uma tecnologia à nossa disposição que tem que ser utilizada, que não existia anos atrás", diz Livia.

G1 SC

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