Atitudes coletivas e individuais contribuem para uma vida mais sustentável

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Conheça as iniciativas que ajudam a melhorar a vida das pessoas em cidades de SC.

om foco em qualidade de vida e sustentabilidade, um condomínio de alto padrão em Florianópolis, propõe residências com geração de energia, horta orgânica e gerenciamento próprio de resíduos sólidos. A preocupação com o meio ambiente também se estende a atitudes independentes como de uma moradora de Joinville, que reutiliza pneus para fazer poltronas. As propostas vinculadas a preservação da natureza fazem parte da sexta reportagem do SC+, do Bom Dia Santa Catarina.
A ideia de construir um condomínio de casas que seguisse os preceitos de sustentabilidade surgiu do empresário Luiz Augusto Marchi. Criado no interior, com hortas, plantas e animais, ele desenvolveu o empreendimento que trabalha de forma sistêmica com a sustentabilidade.
“Sustentabilidade pra mim é tentar viver da melhor maneira possível, dentro de um ambiente do qual degrade menos e proteja mais”, afirma.
O Condomínio Sustentável ocupa uma área de 10 mil m², com metade de sua área verde preservada. O local possui placas fotovoltaicas que reduzem o consumo de energia de até 25% na taxa do condomínio, sistema de captação da água da chuva, horta orgânica e gerenciamento próprio de resíduos.
“Fazemos a coleta e levamos para um centro de reciclagem que temos dentro do condomínio e separamos orgânicos, rejeitos e recicláveis. Depois, é feita a destinação final do material, sendo que a parte orgânica vai para a compostagem e traz pra essa horta”, explica Marchi.
Segundo o empreendedor, tudo funciona de forma integrada e apesar do alto investimento para a implantação de alguns sistemas, os resultados precisam ser projetados também para o futuro. “Talvez seja esse o fundamento da sustentabilidade que é pensar em longo prazo. Trabalhamos para um futuro melhor, até mesmo para o futuro das próximas gerações”, avalia.
Joinville
Para a artesã Maria de Fátima Ribeiro, os pneus abandonados na rua são inspiração e fonte de renda. “Vamos supor que cada pessoa pegasse um pneu e fizesse um vaso pra colocar uma cebolinha, salsinha em casa, o meio ambiente agradeceria muito”, afirma. Os objetos são reaproveitados e transformados em vasos, suporte para hortas, puff, cadeiras e poltronas.
As peças surgiram depois que a empreendedora ficou incomodada com os alertas noticiados na TV. “De tanto ver na televisão o pessoal falar de dengue, água acumulada nos pneus abandonados que se torna criatório dos mosquitos, também tem a poluição causada por pneus queimados, pensei que teria que fazer alguma coisa”, lembra.
No espaço improvisado, entre a casa e a própria loja, Fátima utiliza também outros materiais que iriam para o lixo para desenvolver novas peças de decoração. “É preciso inventar arte, tem que se dedicar para ficar perfeito. É uma terapia, distrai e gosto de fazer essas coisas. Isso ajuda no meu orçamento, porque quem vive de aluguel, sabe como que a vida é muito sofrida”, completa. Com o dinheiro dos produtos vendidos, a artesã pretende montar uma ONG para fazer chinelos e doar para idosos carentes.

 

G1 SC

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