Ferrovia Litorânea: Obra é esperada há 147 anos

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Uma das principais bandeiras da classe empresarial do Sul catarinense, a malha ferroviária ligará os cinco portos do Estado. Com custo estimado em R$ 4 bilhões, o projeto tem impasse com a Funai no trecho do Morro dos Cavalos, em Palhoça. Execução está longe da realidade, principalmente neste governo.

 

Lysiê Santos
Imbituba

Gerador de renda e produção para o país, Santa Catarina se destaca tanto na indústria quanto no agronegócio. Porém, o alto custo logístico dificulta a rentabilidade das empresas, principalmente da região Sul, tornando lento o crescimento da oferta.

Os insumos nas três microrregiões: Amurel, Amrec e Amesc, como o milho e a soja, por exemplo, são cerca de 37% mais caros do que em Minas Gerais, tudo em virtude do custo de transporte que enfrenta diversas dificuldades com a precariedade das rodovias, entre uma série de outros problemas de escoamento. Esses são alguns dos motivos que fazem do traçado da Ferrovia Litorânea uma prioridade para as lideranças empresariais da região.

A obra, que ligará a Ferrovia Teresa Cristina (FTC), na malha de Imbituba até Araquari, no Norte do Estado, interligando os cinco portos de Santa Catarina (Porto de Imbituba, de Navegantes, de Itajaí, de São Francisco do Sul e de Itapoá), é a alternativa de logística que falta para melhorar a competitividade e a eficiência do Sul barriga-verde, além de reduzir o fluxo de caminhões na BR-101. A ferrovia vai servir de alternativa ao modal rodoviário para o transporte de produtos de baixo valor agregado, como grãos e minerais, e também poderá ser usada pela indústria cerâmica, além do incremento no único porto da região.

 

Alternativa da Funai aumenta custo para R$ 16 bilhões
A Ferrovia Litorânea foi dividida em dois lotes para a realização de projeto e em quatro lotes para execução da obra. O lote 1 é de 125 quilômetros de extensão e vai do Porto de Imbituba ao Rio Tijucas. O lote 2 tem 119 quilômetros de extensão e vai do Rio Tijucas até Araquari, onde se encontra com a ferrovia que vai ao Porto de São Francisco. O custo dos dois lotes da ferrovia está estimado em R$ 6,29 bilhões e prevê 96 obras de arte especiais.

O projeto enfrenta dificuldades pela passagem na área indígena do Morro dos Cavalos, em Palhoça. Considerando esta situação, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit) tem analisado três alternativas, uma margeando a BR-101, passando pelo Morro dos Cavalos, outra com túnel também pelo Morro dos Cavalos e uma terceira, que sairia completamente da área da Fundação Nacional do Índio (Funai), avaliada em R$ 16.154.053.362,27, desviando dessa área, com 55 quilômetros de túneis.

A estas três opções, pode somar-se uma quarta proposta, onde a ferrovia se uniria à região Oeste e dali seguindo para Itajaí. A proposta segue em estudos pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovia S.A. e deve ser apresentada ao ministro dos Transportes, e já é considerada muito mais econômica por desviar da região do Morro dos Cavalos. Inicialmente, estima-se uma redução de aproximadamente R$ 4 bilhões.

 

Ferrovia é prioridade da Facisc
A construção da Ferrovia Litorânea é uma das principais bandeiras da Regional Sul da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). Nesta semana, o presidente da federação, João Carlos Reck, esteve em reunião plenária na Associação Empresarial do Vale de Braço do Norte (Acivale), para discutir o assunto. O vice-presidente da Facisc Regional Sul, Carlos Fornazza, afirmou que a ferrovia tem sido planejada desde 1872, e há mais de 15 anos iniciou-se um estudo para desenvolver o projeto de construção, e que continua sem soluções. “Não temos a caneta na mão, mas estamos nos bastidores em busca da concretização deste projeto. Assim como lutamos há tanto tempo pela construção do Aeroporto Regional Sul, em Jaguaruna, a Ferrovia Litorânea é uma das prioridades da Facisc e vamos unir forças para que esse projeto saia do papel”, cobra. A reunião, que também contou com a presença de lideranças políticas locais, enfatizou a união de forças entre o poder público e privado para tirar o projeto das gavetas.

 

R$ 21,4 milhões já foram investidos
O Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental da Ferrovia Litorânea foi entregue em 2001 e o projeto foi iniciado em 2008, com previsão de entrega para 2011.
A concessão para a construção da obra, no entanto, é bem mais antiga, do governo imperial em 1870 – completando 147 anos de espera. Até agora, foram investidos cerca de R$ 21,4 milhões em projetos ambientais e técnicos da ferrovia.
Conforme cálculos da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), uma composição de trem com 100 vagões substitui 357 caminhões em trajetos de longo curso, reduzindo emissões de CO2. Com isso, todo o dinheiro injetado na obra seria rapidamente economizado no futuro com o tratamento do meio ambiente, por exemplo.

 

Notisul

Rio São João de Garuva é contaminado após acidente entre dois caminhões

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caminhão garuva 13

A PRF ainda investiga o tipo de produto que vazou no afluente.

O rio São João em Garuva foi contaminado com produto químico por causa do acidente ocorrido entre dois caminhões na manhã desta quinta-feira (13). Segundo o secretário de saneamento ambiental Marcio Ricardo Herpich, a Polícia Rodoviária Federal ainda está concluindo a investigação, mas acredita que o caminhão-tanque carregava ácido clorídrico.

A carga era de 11 mil litros. O produto é altamente corrosivo e tóxico. Segundo análises da Defesa Civil e da Secretaria de Saneamento do município, aproximadamente 10 mil litros vazaram no afluente.

— Emitimos um alerta, principalmente para a população ribeirinha. Não se pode utilizar a água para beber, nem para banhar-se. Os pescadores também devem suspender os trabalhos por pelo menos 48 horas — explica.

Ainda de acordo com Herpich, o material concentrado é diluído em água e utilizado normalmente como reagente químico. A Secretaria monitora o impacto que a contaminação possa ter causado aos animais que vivem na região. A previsão é que o alerta seja mantido por dois dias, quando novos exames terão sido realizados para verificar a quantidade de produto na água do rio.

Também em decorrência do acidente, uma das pistas do sentido Sul da BR-376 se mantém interditada. O fluxo nas outras duas pistas permaneceu fechado por cerca de três horas, mas foi liberado por volta das 9 horas desta manhã. Conforme a PRF, o condutor do veículo sofreu ferimentos leves e foi encaminhado para atendimento hospitalar, mas passa bem.

 

A Notícia

Foto: Prefeitura de Garuva / Divulgação / Divulgação

Legenda: Acidente ocorreu por volta das 6 horas no km 668 da BR-376

SOS SC-417 “invade” reunião e pede obras ao governador

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A comissão SOS SC-417 aproveitou uma reunião em Araquari (SC) para falar diretamente ao governador Raimundo Colombo sobre o péssimo estrado da rodovia.

Também entregou um ofício em que pede providências do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra). A reunião, no dia 28, era o 27ª edição do Café com Autoridades foi organizada pela Associação Empresarial de Araquari e reuniu, além do governador, deputados e representantes de órgãos do Estado. O objetivo foi tratar dos investimentos na cidade, que fica a cerca de 60 quilômetros de Garuva, em especial as obras na BR-280, ligando ao Porto de São Francisco do Sul – Araquari.

Membros da Comissão, entre eles os vereadores de Garuva Oziel Fernandes Mattos – presidente da Câmara –, Helena Chaves, Celso Coelho, a cidadã usuária da rodovia Larissa e o vereador de Guaratuba Almir Troyner foram até lá.
Colombo falou sobre os investimentos previstos para Araquari e, após a explanação, perguntou aos presentes se alguém teria alguma pergunta a fazer. Oziel Fernandes Mattos aproveitou a oportunidade para falar dos problemas causados pela chamada Estrada de Garuva para os moradores de sua cidade, de Guaratuba e de Itapoá (SC).
No documento entregue ao governador, estão listadas uma série de reivindicações, entre elas a repavimentação da via, adequação da via para garantir acostamento dentro das normas técnicas de segurança, ciclovia no perímetro urbano de Garuva, autorização para instalação de faixas elevadas de pedestres, sinalização da via, retirada de vegetação e adequação da intersecção entre a SC-417 e o Contorno Sul.

Os membros da comissão ainda contaram ao governador que diversos ofícios já foram enviados à Agência de Desenvolvimento regional de Joinville e ao Deinfra e reclamara que “nenhuma atitude foi tomada por parte do Governo do Estado”.

O governador Raimundo Colombo demonstrou interesse na recuperação da rodovia e disse que, após contato com o Deinfra, dará uma resposta à comissão.

 

CorreioLitoral.com

Secretaria de Saúde de SC abre 579 vagas para enfermeiros e técnicos de enfermagem

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Oportunidades são para Grande Florianópolis, Ibirama, Joinville, Lages e Mafra. Remuneração inicial varia de R$ 2.533,80 a R$ 3.290,42.

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina abriu 514 vagas para técnicos de enfermagem e 65 para enfermeiros. As oportunidades são para cidades da Grande Florianópolis, Ibirama, no Vale do Itajaí, Joinville e Mafra, no Norte, e Lages, na Serra.
A remuneração inicial é de R$ 2.533,80 para técnico de enfermagem e R$ 3.290,42 para enfermeiro. A jornada de trabalho é de 30 horas semanais. As inscrições devem ser feitas até 2 de agosto no site da Secretaria. Elas custam R$ 75 para nível médio e R$ 100 para nível superior. Confira mais informações no edital.
Veja as vagas por região
Grande Florianópolis
São 363 oportunidades para técnico de enfermagem e 34 para enfermeiro. O G1 entrou em contato com a secretaria para saber para quais cidades as vagas são destinadas, mas não recebeu retorno até a publicação desta notícia.
Joinville
São 95 vagas para técnico de enfermagem e 16 para enfermeiro.
Lages
São 30 vagas para técnico de enfermagem e cinco para enfermeiro.
Ibirama
São 15 vagas para técnico de enfermagem e cinco para enfermeiro.
Mafra
São 11 vagas para técnico de enfermagem e cinco para enfermeiro.

G1 SC

Lar Renascer acolhe gestantes e mães em situação de risco

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irmas

Localizado no bairro Iririú, em Joinville, e administrada pelas Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo desde 2012, casa já abrigou 78 mulheres neste período.

Um grupo de seis freiras trabalha diariamente para garantir o direito da crianças nascerem com dignidade. A Casa da Gestante da Associação Beneficente Renascer, no bairro Iririú, abriga gestantes, mães até três meses após o parto e seus filhos menores em situação de vulnerabilidade. Muitas destas mulheres foram abandonadas pelas famílias ou por seus companheiros.

Desde 2012, as Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo administram a casa. Elas explicam que oferecem ¿todo apoio social, material e espiritual¿. O atendimento na casa se dá por meio do encaminhamento dos diversos órgãos governamentais e não governamentais e também de forma espontânea.

A irmã Ana Maria Assis Scalco afirma que elas trabalham pela preservação da vida e numa luta contra o aborto, que poderia ser visto como única saída para algumas mulheres em condição de desamparo. Elas também ajudam as mulheres atendidas na busca de seus direitos, com orientações e encaminhamento a programas de assistência social. Desde 2012, quando assumiram a associação, 78 mulheres já foram abrigadas ali. Atualmente, há três gestantes no local.

Para serem abrigadas, as gestantes precisam ter mais de 18 anos, aceitar as normas da casa, ter disciplina e respeito, participar dos eventos promovidos pela associação e não ter contato com seus ex-companheiros. Durante o dia, elas fazem os serviços domésticos da casa e participam de atividades religiosas. Segundo as irmãs, gestantes de outras cidades também são recebidas na Casa da Gestante.

Jane, de 25 anos, é uma das mamães que moram na casa. Grávida de sete meses, ela aguarda a chegada da filha ao lado do filho de três anos. Sem familiares em Joinville, desempregada e sem conseguir vaga na creche para o filho mais novo, ela vê na Casa da Gestante um bom lugar para ficar e recomeçar a vida.
O Lar Renascer é uma instituição de acolhimento não governamental e sem fins lucrativos, reconhecida nos âmbitos municipal, estadual e federal e classificada como proteção social especial de alta complexidade. Entre os valores da associação estão o respeito à vida, ao ser humano; o respeito ao vínculo familiar e à individualidade; e a defesa dos direitos básicos e da cidadania das crianças e adolescentes.

No início, na década de 1980, o trabalho era de um grupo que orientava e acolhia meninas em condição de prostituição. Em 1988, nasceu a Associação Beneficente Renascer. Com o passar do tempo, a associação definiu seu foco: trabalhar com gestantes e seus filhos que se encontram em risco social e com possibilidade de doação ou abandono destes filhos.

Para manter o trabalho que é referência não apenas no bairro Iririú, mas na cidade também, a entidade conta com a contribuição de amigos e benfeitores. Se você deseja contribuir, pode fazer por meio de depósito em conta bancária: Banco do Brasil / agência 5214-0 / conta 1.019.310-3 / Associação Beneficente Renascer.

No próximo dia 12 de agosto, as Irmãs Carmelitas promoverão também a 6ª Feijoada Solidária do Lar Renascer – Casa da Gestante. A feijoada custa R$ 20 e será servida na Comunidade Papa João 23, na rua Alexandre Dumas, 120, no bairro Iririú, a partir das 11h30. Mais informações pelos telefones (47) 3437-2833, 99992-0690 ou 3227-7910.


A Notícia
Foto: Salmo Duarte / Agencia RBS