Catarinense cria emblema para missão e vence concurso da Nasa

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Depois de o menino-prodígio João Paulo Guerra Barrera, de 7 anos, ganhar um concurso da Nasa, outro brasileiro foi condecorado pela agência espacial norte-americana. O catarinense Rafael Fontes, de 31 anos, venceu o concurso do Centro de Excelência para Inovação Colaborativa (CoECI) por ter desenvolvido um emblema para o projeto Nasa In Space Manufacturing Refabricator (ISM).

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Chamado de Torneio Lab, o concurso faz parte de uma parceria com o portal Freelancer.com, que vem sendo utilizado pela agência em projetos de crowdsourcing com o objetivo de desenvolver soluções para a exploração espacial.

O desafio do concurso propunha em transmitir o tema da exploração espacial, reciclagem de materiais e fabricação sob demanda para um emblema. O patch vencedor foi criado em forma triangular, representando a escotilha de uma cápsula de foguete e que passa a ideia de reciclagem também.

No topo do triângulo, há uma sequência listrada, que simboliza a ponta de uma impressora 3D. No interior da figura, surge a ilustração de um astronauta que faz malabarismo com as ferramentas que podem ser refabricadas.

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Chamado de Torneio Lab, o concurso faz parte de uma parceria com o portal Freelancer.com, que vem sendo utilizado pela agência em projetos de crowdsourcing com o objetivo de desenvolver soluções para a exploração espacial.


O desafio do concurso propunha em transmitir o tema da exploração espacial, reciclagem de materiais e fabricação sob demanda para um emblema. O patch vencedor foi criado em forma triangular, representando a escotilha de uma cápsula de foguete e que passa a ideia de reciclagem também.

No topo do triângulo, há uma sequência listrada, que simboliza a ponta de uma impressora 3D. No interior da figura, surge a ilustração de um astronauta que faz malabarismo com as ferramentas que podem ser refabricadas.

 

terra.com
Fotos: Nasa - Canaltech

Pneu de soja chega desafiando a concorrência

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Pneu de soja

Pesquisa começou buscando sustentabilidade, mas acabou obtendo um pneu macio e adaptado às intempéries.

este mês de setembro começa a chegar às lojas norte-americanas a primeira linha de pneus à base de óleo de soja, resultado de pesquisa de seis anos da multinacional Goodyear em parceria com a United Soybean Board (espécie de Conselho dos Produtores de Soja dos Estados Unidos). O pneu cria um mercado completamente novo para a leguminosa, o que pode levar a aumento da demanda e melhores preços para os produtores rurais.

O interesse da Goodyear na fabricação do “pneu de soja” começou por questões de sustentabilidade, mas a pesquisa trouxe à tona um produto com qualidades superiores e altamente competitivo. O composto borracha e óleo de soja resultou em um pneu que permanece macio mesmo em condições climáticas adversas, garantindo melhor aderência e tração esteja o tempo seco, úmido ou frio. Daí a razão do nome comercial, WeatherReady – pronto para o clima. Ao fim, o pneu se revelou mais sustentável, econômico, neutro em carbono e totalmente renovável.

“Quando começamos a pesquisa conjunta, há seis anos, a ideia era apenas encontrar uma nova demanda para o óleo de soja. Agora temos um pneu que mostra do que a soja é capaz na estrada”, diz John Motter, presidente da United Soybean Board que também é produtor rural em Jenera, no estado de Ohio.

A borracha com óleo de soja se mistura mais facilmente aos compostos reforçados com sílica, item muito utilizado em pneus com baixa resistência ao rolamento, reduzindo o consumo de energia na fabricação.

“Em termos de tração, é o melhor pneu que já fabricamos”, afirma Ryan Peterson, presidente da Goodyear nos Estados Unidos. O apelo comercial do pneu é particularmente forte no hemisfério Norte, já que apresenta desempenho superior em aceleração, desaceleração e frenagem sobre a neve, e mantém mais estável também em curvas com pista molhada.

O pneu de soja da Goodyear está disponível no mercado norte-americano em 40 tamanhos e tipos, e pode ser usado em 77% dos modelos de carros, minivans e SUVs, incluindo marcas como Chevrolet, Ford, Honda e Toyota.

A busca de novos usos para as commodities agrícolas, como soja e milho, é estratégica para o setor devido aos consecutivos recordes de produção. Atualmente, 15 milhões de toneladas de soja são destinadas por ano à produção de biodiesel no Brasil. No mês passado, Mato Grosso inaugurou a primeira usina 100% de etanol de milho.

A pesquisa para chegar ao pneu de soja teve acompanhamento, supervisão e apoio financeiro do Conselho dos Produtores de Soja dos Estados Unidos. Contatada, a Goodyear informou que ainda não há data prevista para lançamento do pneu no Brasil.

 

Gazeta do Povo

Tratamento de água sem uso de energia

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agua honduras

Tecnologia que trata água sem usar energia muda a vida de moradores em Honduras. Método tem código aberto e é sem patente, portanto pode ser replicado em qualquer lugar.

 

Água potável deveria ser um recurso básico e acessível a todos. Aliás, no Brasil, até existe a lei n° 9.433/97 que afirma que o acesso à água de qualidade e em quantidade suficiente é um direito universal. Mas, sabemos que na prática não é tão simples. E é sabendo disso que estudiosos da Universidade de Cornell desenvolveram uma tecnologia incrível que integra o programa chamado AguaClara Labs, um programa que está melhorando a qualidade da água por meio de pesquisas inovadoras.
Capitaneado pelo professor de engenharia ambiental Monroe Weber-Shirk, o projeto consiste em um sistema que usa coagulantes químicos para unir partículas de água, que posteriormente passará por um tanque de sedimentação. A água que permanece na parte superior passa por um filtro de areia com diversas camadas. Na última parte do processo, a água é purificada com cloro e só então está pronta para ser levada aos tanques de abastecimento da cidade.

O método foi pensando pelo pesquisador após constatar pessoalmente, durante a guerra de civil em El Salvador nos anos 80, que as tecnologias disponíveis não eram adequadas para atender comunidades rurais da América Latina.

Atualmente, as fábricas de tratamento de água ajudam a população de Honduras. Com 14 estações construídas, já são mais de 15 mil pessoas beneficiadas no país. O vilarejo de Támara, com pouco mais de seis mil habitantes, inclusive foi destacado em uma reportagem da BBC, que entrevistou alguns moradores que hoje podem abrir suas torneiras em casa com a certeza de terem água pronta para consumo.
A ideia é expandir o projeto para Nicarágua e Índia. E o melhor, é que a tecnologia tem código aberto e é sem patente, o que significa que pode ser replicada em qualquer lugar sem problemas.

 

Ciclo Vivo

Estudante da Udesc Joinville projeta microusina fotovoltaica

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Sistema é utilizado pela própria universidade com produção anual de 3000 kWh.


Está em funcionamento no Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Joinville, desde 13 de junho, uma microusina fotovoltaica. A instalação do sistema faz parte do projeto do mestrando em Engenharia Elétrica, Leonardo Catafesta. Geradores de pequeno porte são regulamentados no Brasil e podem ser utilizados por empresas e residências para atrair radiação solar e gerar corrente elétrica contínua.

O sistema instalado na Udesc Joinville produz 3000 kWh de energia por ano e, em média, 250 kWh mensais, energia suficiente para alimentar cem lâmpadas fluorescentes compactas, dois chuveiros, cinco geladeiras ou 28 televisões de 42 polegadas. Há variação na geração de acordo com a época do ano e ao clima devido a alterações na quantidade de radiação solar que o sistema recebe, e também devido ao clima.

Um gerador fotovoltaico instalado produz uma economia no valor da fatura de energia elétrica, pois a energia gerada deixa de ser consumida da concessionária. Uma residência com consumo médio de 300 kWh mensais atendida pela Celesc, paga aproximadamente uma fatura de R$ 169,00. Caso esse sistema de 2,6 kW estivesse instalado como forma de microgeração de energia nesta residência, a fatura média seria de apenas R$ 54,00, pagando apenas a energia referente aos 50 kWh restantes e aos impostos referentes aos 300 kWh.

Um sistema fotovoltaico tem um retorno financeiro que depende de diversos fatores, preço da energia elétrica, rendimento, localização, custo dos equipamentos e instalação, etc. e por isso é difícil estimar exatamente em quanto tempo o investimento gasto será compensado. Atualmente, um sistema semelhante a esse tem um custo aproximado de R$17 mil reais e leva de 5 a 8 anos para retornar o investimento.

Com a instalação em funcionamento na universidade, poderão ser realizados estudos mais aprofundados sobre melhorias neste tipo de sistema.


Contato:
Leonardo Catafesta: 9 9659-8976

Udesc Joinville

Substância da picada da formiga é transformada em combustível para ônibus

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formiga

Um grupo de estudantes na Holanda desenvolveu uma forma de armazenar energia que pode ser mais barata, mais prática e mais sustentável que os combustíveis renováveis existentes.
O ácido fórmico, encontrado na natureza em formigas e outros insetos, que o usam em suas picadas. Ou por plantas como a urtiga.
"Criamos o primeiro ônibus no mundo que usa o ácido fórmico como combustível - uma solução muito mais barata do que o hidrogênio gasoso e que traz os mesmos benefícios ambientais", afirmou Lucas van Cappellen, da Team Fast, empresa derivada da Universidade de Tecnologia de Eindhoven.
"Estamos construindo um novo futuro".

Cerca de 40 de estudantes trabalham no projeto de um novo meio de transporte que reduza emissões de carbono e ajude no combate ao ao aquecimento global.
O ácido já é usado em processamentos têxteis e de couro, em conservantes de alimentos para animais e em removedores domésticos.
Mas a Team Fast encontrou agora uma forma de fazer o ácido transportar de maneira eficiente os ingredientes necessários para células de combustível usadas para alimentar veículos elétricos.
O combustível, que a equipe chamou de hidrozina (não confundir com hidrazina), é um líquido, o que o tornaria de fácil transporte e abastecimento, como os combustíveis tradicionais. A diferença é que ele é muito mais limpo.
"As emissões do escapamento são apenas CO2 e água", explica Van Cappellen. "Não são emitidos outros gases nocivos como óxido nítrico, fuligem ou óxidos sulfúricos".

Para testar o conceito no mundo real, um ônibus elétrico abastecido com esse tipo de combustível sairá às ruas da Holanda ainda neste ano, fazendo rotas tradicionais e aparecendo em feiras e eventos tradicionais da indústria.
O ônibus tem um sistema elétrico de direção, desenvolvido pela fabricante de ônibus VDL, que recebe energia adicional do sistema de células de combustível de ácido fórmico montado em uma extensão na parte de trás do veículo.

"Nosso tanque tem cerca de 300 litros, então vamos estender a capacidade de rodagem do ônibus em 200km. E é claro que a gente poderia fazer um tanque maior muito facilmente", explicou Van Cappellen.
As células de combustível de hidrogênio que existem hoje em dia têm uma capacidade de rodagem de 400km.
Mas por que desenvolver um ônibus em vez de um carro?
"Se construíssemos um carro, iríamos competir com carros elétricos. Mas acreditem, carros movidos a bateria são uma ótima solução para muitas pessoas", disse Van Cappellen.

"Mas se nós provarmos que podemos fazer um ônibus que supre todas as necessidades das empresas de ônibus, com capacidade de rodar centenas de quilômetros, e de rápido abastecimento, nós mostraremos o potencial da hidrozina em um segmento em que não há nenhuma opção sustentável na concorrência."
A hidrozina é criada por meio de uma reação química entre água (H2O) e dióxido de carbono (CO2). "Em um reator, água e CO2 são ligados usando uma eletricidade sustentável. Isso é um processo eletroquímico direto e sustentável", explica o estudante.
A hidrozina é, então, quebrada por um catalisador em hidrogênio e dióxido de carbono dentro de um aparelho kit chamado reformador - que o Team Fast está tentando patentear.
O reformador recém-projetado é um décimo do tamanho dos aparelhos deste tipo existentes, e por isso agora é aplicável em equipamentos de transporte pela primeira vez, segundo os estudantes.
O hidrogênio é, então, colocado em uma célula de combustível onde reage com o oxigênio para gerar a eletricidade que ativa o motor elétrico.

"A decomposição do ácido fórmico em gás hidrogênio é uma dessas novas e promissoras tecnologias."
Mas isso realmente seria uma oportunidade de encontrar uma solução comercialmente viável?
"Custa cerca de 35 mil euros (R$ 127 mil) para converter um posto de petróleo tradicional em um posto de abastecimento de hidrozina, um procedimento que envolve essencialmente substituir os tubos e revestir os tanques", disse Van Cappellen.
Sendo assim, seria "100 vezes mais barato" lançar uma rede de abastecimento de hidrazina do que para fazer o mesmo com hidrogênio gasoso, ele garante.

"A hidrozina é atualmente mais barata que o petróleo e mais cara que o díesel na Holanda, mas no futuro ficará mais barata do que os dois", acrescentou.
Apesar de o ônibus ainda emitir CO2, a Team Fast argumenta que o CO2 original usado para criar a hidrozina é tirado de fontes já existentes, como fumaça de escape, para que nenhum dióxido de carbono adicional seja produzido - seria um ciclo de carbono fechado, no jargão.
Alguns especialistas acreditam que a tecnologia é promissora.

"Eles trabalham em uma questão bastante importante: o armazenamento de energia renovável em uma forma que ela realmente pode ser usada."
Muitas empresas estão apoiando o projeto. "O que nós estamos trabalhando juntos é uma versão de energia renovável que pode combinar energia renovável com a captura de CO2", disse Martiijn de Graaf, gerente de desenvolvimento de negócios na TNO Industry.

"Se conseguirmos, isso vai nos dar um futuro mais estável."
O próprio compromisso dos alunos é impressionante, com 15 dos 40 trabalhando em tempo integral no projeto, e o resto contribuindo pelo menos 20-25 horas por semana.
"Nós não recebemos nota mais alta por isso, mas você pode aprender muito na universidade sobre a experiência prática das coisas", diz Van Cappellen.

 

BBC Brasil