Câmpus desenvolve carro elétrico e deve ter eletroposto aberto à comunidade

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O projeto do carro elétrico do Câmpus Florianópolis, coordenado pelo professor Adriano Bresolin, do Departamento Acadêmico de Eletrotécnica (DAE), envolve 30 alunos, entre bolsistas e voluntários. A construção do carro alia ensino e pesquisa, pois proporciona aos participantes trabalhar com todas as tecnologias disponíveis no IFSC, envolvendo Eletrotécnica, Eletrônica, Mecânica e Design.

A experiência capacita os estudantes, que já vão para o mercado de trabalho com um diferencial.

Além disso, ainda em 2019, está prevista a instalação de um eletroposto no IFSC, que atenderá à comunidade. Saiba mais na reportagem da IFSCTV.

Inscrições para a lista de espera do Sisu devem ser feitas até terça

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Está aberto o período de manifestação de interesse em participar da lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). Os candidatos que não foram selecionados na chamada regular em uma de suas opções de vaga podem se inscrever pelo site do Sisu até a próxima terça-feira (5). A manifestação de interesse só pode ser feita por um dos cursos para qual o candidato já optou por concorrer em sua inscrição ao Sisu.


A divulgação da lista de espera do Sisu pelo IFSC será em 11 de fevereiro. A matrícula da segunda chamada (Chamadão) será realizada em 14 de fevereiro, diretamente no câmpus onde o curso é ofertado.
Mais informações no Edital 14/DEING/2019-1. Dúvidas podem ser enviadas para o e-mail O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. ou tiradas por telefone nos números dos câmpus indicados no edital.


Câmpus Caçador do IFSC vai sediar o 1º Congresso Nacional do Contestado


O Câmpus Caçador vai ser a sede do 1º Congresso Nacional do Contestado, que será realizado de 12 a 15 de junho em Caçador, em organização conjunta com o Instituto Federal Catarinense (IFC) a Prefeitura Municipal de Caçador.


O evento faz parte da “Semana do Contestado: um olhar científico para a história de um povo”, composto por um extenso projeto que propõe a criação de uma agenda de reconhecimento e empoderamento acerca da história da região. Conta com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), além de recursos de extensão do IFSC, por meio de projeto vencedor do edital interno do Câmpus Caçador em 2018, ainda dos recursos da semana nacional de ciência e tecnologia. Também são parceiros do evento a Unoesc, UFSC, UEL, Unespar, Uniarp e órgãos e instituições da sociedade civil.


A programação terá palestras, mesas-redondas, apresentações culturais, visitas técnicas à região do Contestado e trabalhos científicos. O prazo para submissão de resumos de artigos já está aberto e vai até 7 de abril. O envio dos trabalhos completos será até 20 de maio.


Os eixos temáticos para submissão de trabalhos são: Ciência, Tecnologia, Pesquisa e Desenvolvimento; População e relações étnico-raciais: desigualdades e desafios da contemporaneidade; Patrimônio imaterial, cultura, arte e religiosidades; Conflitos sociais, trabalho e violências; Gênero e suas reflexões; Territorialidades, reterritorialidades e Meio Ambiente, e Contestado à luz da educação: desafios e métodos.


Inscrições gratuitas e mais informações podem ser obtidas no site do evento.

Pesquisas que visam uma alimentação saudável também integram mostra científica

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Há algum tempo, a palavra de ordem é saúde, seja através de práticas esportivas, novos hábitos culturais e/ou consumo de alimentos saudáveis e naturais. E esses últimos remetem, quase sempre, ao final da lista daqueles classificados como os mais saborosos. No entanto, uma pesquisa desenvolvida por um grupo de alunos do Câmpus Xanxerê terminou com essa “crendice”, pelo menos no que se refere a doce de leite.

O trabalho recebeu o 1º lugar no Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei) do ano passado e desenvolveu um doce de leite sem lactose, mais nutritivo e com maior rendimento através da adição da biomassa de banana verde, que atua como espessante nos alimentos, além de acrescentar vitaminas e sais minerais, e ter efeito prebiótico.


Da mesma forma, uma manifestação de fé da cultura local – Massa Promessa, também conhecida como “pão do Divino” - atualmente também é objeto de pesquisa, desenvolvida por um grupo de professores do Câmpus Florianópolis-Continente e que foi divulgada na revista da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), durante o encontro mundial das Cidades Criativas, que ocorreu na Cracóvia (Polônia), de 11 a 15 de junho.

A criação de um pão sem sova, que utiliza fermento natural (à base de iogurte) e que pode ser assado em uma panela. Ou seja, não precisa de equipamentos profissionais e pode ser feito em casa.


Essas e outras novidades, pesquisas e descobertas sobre alimentação saudável serão apresentadas na 7ª edição do Seminário de Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (Sepei 2018), que acontece de 18 a 20 de setembro, no Câmpus Florianópolis-Continente.


O evento, que tem como tema central, “ConsCiência: a escola que transforma”, oportuniza realização de oficinas, rodas de conversa tais como desmistificando o glúten, alimentação Saudável e interpretação de rótulos de alimentos, bem como a palestra Cultura Alimentar: responsabilidade profissional nas carreiras e nas cadeias produtivas, com o coordenador do curso Gastronomia do Instituto Federal Fluminense (IFF), Gustavo Guterman.


Ação do Ácido Naftaleno Acético na qualidade físico-química de pitangas, Análises da capacidade antioxidante do Limão Tahiti (Citrus Latifolia), Análise quantitativa de Potássio em diferentes variedades de Abacate da espécie Persea Americana Miller, e Desenvolvimento de queijo tipo Gorgonzola por meio da replicação do fungo Penicillium Roquefort em laboratório são alguns dos trabalhos desenvolvidos que serão apresentados de forma oral ou pôster.


Programação


A conferência de abertura, agendada para as 19h de terça-feira (18), vai debater o empoderamento feminino: de doméstica a CEO pelo trabalho no mundo da tecnologia, com a egressa do curso de Eletrotécnica e empresária, Joana de Jesus, logo após apresentação da Orquestra e Coral do IFSC.

Com o foco em Educação, Joana D’arc Felix de Sousa, que possui pós-doutorado pela Universidade de Harvard e que atualmente coordena e desenvolve projetos de pesquisas na área de resíduos sólidos, com foco no reaproveitamento de resíduos do setor coureiro-calçadista em novos produtos, como pele humana para transplantes, vai ministrar, às 10h45 de quarta-feira (19), a palestra Educar com Ciência. Joana possui 15 patentes nacionais e internacionais e já foi agraciada com 80 prêmios e honrarias dentre eles Personalidade 2017 do Prêmio Faz Diferença, concedido pelo Jornal O Globo e Medalha Theodosina Ribeiro 2018, concedida pela Assembleia Legislativa de São Paulo.


Outro destaque é a apresentação e avaliação dos finalistas do Prêmio IFSC de Inovação, que acontece na manhã de quinta-feira (20) e o evento Pitch do Desafio IFSC de Ideias Inovadoras 2018, agendado para quarta-feira (19), a partir das 8h.


Intercâmbio


Visando também apreender mais e trocar experiências sobre tudo o que envolve os três eixos – ensino, pesquisa e extensão - o evento reunirá até 16 apresentações orais de discentes de ensino técnico, graduação e pós-graduação de outras instituições.

Para saber mais, acesse https://bit.ly/2OlmhpX e https://bit.ly/2x9w0Jr.

Sistema desenvolvido no Câmpus Florianópolis faz o monitoramento de energia

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O projeto Smart IFSC, coordenado pelo professor Rafael Rodrigues do Departamento Acadêmico de Eletrotécnica (DAE) do Câmpus Florianópolis, está fazendo o monitoramento e gerenciamento energético em vários câmpus do IFSC. O sistema disponibiliza feedback para o gestor, localiza os problemas e aponta onde as melhorias podem ser aplicadas, de maneira automática, facilitada e aberta.

Com o monitoramento, é mais fácil identificar perfis de carga, pontos que podem ser problemáticos e consumo muito alto em certos momentos. O sistema permite acompanhar em tempo real o tamanho do impacto de uma ação para poupar energia. “A decisão do consumo é do ser humano, é ele quem economiza. A minha ferramenta é levar para ele uma tomografia do consumo. Quando a gente cria um sistema de gerenciamento de energia, a ideia é que ele consiga enxergar onde estão os problemas” explica Rafael.

O projeto iniciou em 2012 e está em constante evolução, envolvendo duas frentes importantes: o desenvolvimento de eletrônica e o desenvolvimento de computação.. Atualmente, sua função é fazer o monitoramento da energia.

No site, a comunidade acadêmica pode acompanhar online e em tempo real como está o atendimento da meta, nos câmpus onde o software já está em funcionamento.

Atualmente no Câmpus Florianópolis, a Coordenadoria de Engenharia (Coenge) utiliza o sistema para identificar problemas (como o alto consumo de energia durante a madrugada e os horários de pico de carga) e corrigi-los. Outra atitude que ajudou a diminuir os gastos foi a recontratação dos serviços da Celesc. Como instituição, o IFSC pode contratar um número específico de quilowatts por mês. Se contratar a mais, paga mesmo sem ter usado e, se contratar a menos, paga uma tarifa mais cara por usar além do contratado. Com o projeto, foi possível fazer o acompanhamento mês a mês e saber a quantidade certa a ser comprada. No Câmpus Canoinhas, em função de medidas adotadas com o uso do sistema, foi economizado cerca de 4 mil reais em três meses.

As possibilidades que o sistema oferece estão dando retorno para o Câmpus Florianópolis. Além de uma série de artigos sobre o projeto publicados em países da América do Sul e nos Estados Unidos, o professor Rafael instalou um piloto que monitora os dois prédios do Ministério do Planejamento.

Por enquanto, o foco das instalações são instituições públicas. Ainda este ano está prevista a instalação de protótipos no Instituto Federal de Minas Gerais e no Instituto Federal de Sul de Minas, assim como na prefeitura da cidade de Paulo Lopes, que será a primeira a ter monitoramento de energia. As leituras dos monitoramentos estarão abertas ao público e em um único portal. O professor também está em contato com a Universidade de Santiago, no Chile e com o secretário de educação da Austrália, para possíveis acordos de colaboração.

Mitos e verdades sobre os implantes de microchip sob a pele

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Mal dá para perceber a pequena elevação nas costas da mão de Dave Williams - a maioria das pessoas não veria de primeira o calombo do tamanho de um grão de arroz entre seu dedão e o indicador.
Apenas quando o homem de 33 anos abre a porta de sua casa com um gesto ondulatório com a mão fica claro que há algo estranho.
Sob a pele de Williams há um implante de microchip - um circuito eletrônico dentro de uma cápsula de vidro em formato de pílula - que pode ser usado da mesma forma que um cartão de crédito sem contato.

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Engenheiro de sistemas na empresa de software Mozilla, ele é um entre os cada vez mais numerosos "biohackers" que querem dar um reforço tecnológico ao corpo. No seu caso, a decisão de implantar um chip de identificação de frequência de rádio (RFID, na sigla em inglês) foi movida por curiosidade.

O procedimento basicamente fez de Williams um cartão inteligente ambulante. Ao registrar sua identificação em uma série de dispositivos, ele pode usar o microchip para desempenhar algumas funções, como transferir seus contatos para o celular de um amigo.
"Eu tenho a pior memória do mundo", diz o engenheiro. O fato de agora ter em si em tempo integral um dispositivo que abre portas e destrava seu computador - algo que ele não pode esquecer em casa - é uma grande vantagem. "Também é divertido dar o meu número de telefone e endereço de email a alguém simplesmente tocando em seu celular."

Esse nível de conveniência é um dos grandes atrativos para instalar implantes RFID, e o número de pessoas experimentando esses dispositivos está crescendo.
Um fabricante de chips chamado Dangerous Things afirmou ao canal americano CNBC no ano passado que havia vendido mais de 10 mil deles, além dos kits necessários para colocá-los sob a pele.

Mas, conforme eles se espalham, também crescem as preocupações sobre o que a moda pode significar em termos de privacidade e segurança.
Chip no trabalho
A empresa de máquinas de venda de bilhetes Three Square Market, baseada em River Falls (EUA), acabou de anunciar que está oferecendo implantes nas mãos de seus funcionários.
A companhia diz que um chip de US$ 300 (R$ 943) permitirá que os trabalhadores abram portas, acessem os computadores e até comprem comida na cantina. Cinquenta funcionários já se cadastraram para receber o implante.

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E eles não são os únicos. A empresa de vídeos de segurança CityWatcher, baseada em Cincinnati (EUA), colocou os dispositivos sob a pele de dois funcionários em 2006 e a incubadora de tecnologia EpiCentre disse que ofereceria os chips a seus integrantes em Estocolmo, na Suécia, neste ano.
A BioHax Internation, empresa que produz os chips para a Three Square Market, afirma que dezenas de outras companhias ao redor do mundo - incluindo algumas multinacionais - querem implementar planos parecidos em seus locais de trabalho.
A moda causou alarme sobre a possibilidade desses implantes sem fio serem usados para vigiar os empregados ao acompanhar seus movimentos. Grupos de liberdades civis alertam que os dispositivos podem ainda ser usados para invadir a privacidade de outras maneiras.
Muitos dos que já trabalham com os chips, porém, dão de ombros.
Novidade?
"É muito fácil pegar esse tipo de informação sobre alguém sem um implante", diz Kevin Warwick, um professor de cibernética e vice-reitor da Universidade de Coventry (Reino Unido), que se tornou uma das primeiras pessoas do mundo a ter um chip RFID implantado em seu antebraço - isso em 1998.
A tecnologia RFID já está aplicada a carregamentos, bagagens de aviões e produtos em lojas. É usada em animais de estimação. Muitos de nós a carregamos conosco o dia inteiro em nossas carteiras: a maioria dos celulares modernos têm RFID, assim como cartões sem contato, muitos cartões de transporte metropolitano e passaportes eletrônicos.
Ter essa tecnologia em nossos bolsos e sob a nossa pele não é um salto tão grande. "O ponto principal é que deveria ser uma escolha individual", diz Warwick. "Se uma companhia lhe disser que só lhe dará o emprego se você tiver o implante, isso levanta questões éticas."
Também vale lembrar que quase todos nós carregamos um dispositivo que envia muito mais informações sobre nossos movimentos e comportamentos diários a companhias como Google, Apple e Facebook - de uma maneira que um implante RFID jamais poderia fazer.

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"Celulares são muito mais perigosos para a nossa privacidade", diz Pawel Rotter, uma engenheira biomédica da Universidade de Ciência e Tecnologia AGH, na Cracóvia (Polônia). "Se forem hackeados, os celulares podem virar o espião perfeito com microfones, câmeras e GPS. Comparado a ele, os riscos de privacidade da RFID são muito pequenos."
Dave Williams não se preocupa com as questões de vigilância do chip em sua mão, já que ele só pode ser ativado a poucos centímetros de um leitor. "Ter medo de uma perseguição estilo GPS é basicamente ficção científica neste momento", afirma. Williams também gosta de enfatizar que o procedimento de implantação não é tão terrível, como alguns podem imaginar.
Williams instalou o chip sozinho usando muito iodo, para deixar tudo esterilizado. "Quase não senti dor", diz ele. "Tirar a identificação será um pouco mais difícil, mas não dá tanto trabalho com um bisturi e um par de pinças."
Vulneráveis a vírus
As preocupações sobre invasões de segurança não devem ser descartadas tão facilmente, porém. Os chips RFID só carregam 1 kilobyte de dados, mas são vulneráveis a vírus, segundo o pesquisador de sistemas de engenharia da Universidade de Reading (Reino Unido) Mark Gasson.

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Gasson implantou um RFID em sua mão esquerda em 2009. Um ano depois, o modificou para que ele espalhasse um vírus de computador. O experimento fez o upload de um site de internet no computador conectado ao leitor, o que permitiria o download de vírus caso estivesse online.
"Foi uma experiência muito transgressora", disse Gasson. "Eu me tornei um perigo para os sistemas dos prédios."
É claro que cartões de entrada de ambientes de trabalho também podem ser hackeados, mas ter um implante de RFID pode ser muito conveniente - como o fato de não poder esquecê-lo em casa ou perdê-lo - e também trazer problemas. Quando um dispositivo subcutâneo dá errado, a experiência pode ser devastadora.
"A tecnologia implantável não pode ser facilmente removível ou desligada nesse caso", diz Gasson. "Eu sinto como se o implante fosse parte do meu corpo, então há uma sensação real de impotência quando algo não está certo".


Richard Gray - Da BBC Travel
Créditos Fotos:
Legenda 1: Muitas das pessoas que usam implantes não se importam com as preocupações com vigilância - Foto 1: Paul Hughes
Legenda 2: Uma imagem de raio-X da mão esquerda de Mark Gasson mostra quão pequenos podem ser os implantes de microchip - Foto 2: Mark Gasson
Legenda 3: Comparação de tamanho entre palito de fósforo e implante
Image caption
O implante de Gasson, de 12mm x 2mm, ao lado de um palito de fósforo - Foto 3: Paul Hughes
Legenda 4: Implantes de microchip podem ser usados para tarefas cotidianas, como destravar um celular ou entrar no escritório - Foto 4: GETTY IMAGES
Legenda 5: Cirurgião instala o implante na mão esquerda de Gasson - Foto 5: Paul Hughes