Vivaldi in Concert se apresenta em Itapoá

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No próximo dia 24 de setembro, às 10h, a Orquestra Prelúdio se apresentará em Itapoá na Casa da Cultura, com o espetáculo "Vivaldi in Concert". O Projeto, que tem como regente o maestro Rafael Daniel Huch, já percorreu a cidade de Joinville lotando as salas de concertos daquela cidade com absoluto sucesso de público.

O tema do concerto é a obra do padre e compositor Antonio Vivaldi, do qual será possível apreciar suas canções mais populares, como "As Quatro Estações".

Natural de Joinville, a Orquestra Prelúdio teve início em 2011 e, desde então, vem conquistando reconhecimento do público e de profissionais da Música.

A apresentação em Itapoá faz parte dos concertos matinais, projeto que traz um concerto por mês à cidade, mais precisamente, à Casa da Cultura, sempre aos domingos de manhã. A iniciativa é uma parceria da Prefeitura de Itapoá com a Escola de Música Tocando em Frente e tem o apoio do site Tribuna de Itapoá.

Por tudo isso, os organizadorees esperam um excelente público e o maestro Rafael Huch garante que quatro estações são poucas para a diversidade que a obra de Vivaldi é capaz de despertar.

 

Do jornal impresso Itapoá Notícias

Comunidade dá suporte para haitianos que chegam a Joinville

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Imigrantes têm encontrado no bairro apoio para se adaptar à nova cultura.

Os haitianos que moram em Joinville encontraram no bairro Comasa uma comunidade receptiva e de braços abertos para ajudar na adaptação à nova cultura. Um dos responsáveis por essa integração é o padre Pierre Júnior Jentil, que nasceu no Haiti e mora há nove anos no Brasil.

Ele é sacerdote na Paróquia São Paulo Apóstolo, onde realiza dois encontros semanais com os conterrâneos desde dezembro do ano passado. Todas as quartas-feiras, eles se reúnem em uma roda de conversa e depois aprendem algum prato comum da culinária brasileira. Voluntárias já os ensinaram a fazer pão caseiro, bolos, cucas e outras comidas.

Na sexta-feira, os haitianos participam de uma missa no dialeto crioulo e, em seguida, têm aulas de português com um morador do bairro. Além disso, o grupo também se reuniu em um coral, que se apresenta em celebrações na paróquia com canções em francês e em crioulo.

– Participamos porque nós somos católicos. O padre nos convida para conversar e falar coisas novas da igreja. Isso faz muito bem – diz a haitiana Fanette Lorzeus, de 25 anos.

Ela se mudou para Joinville há três anos para morar com a irmã. No final do ano passado, decidiu começar a participar dos encontros com o padre Pierre para aprender melhor o português e seguir sua religiosidade. Fanette estuda administração no Sebrae, mas era enfermeira no país natal. No entanto, tem dificuldades em encontrar trabalho na cidade, principalmente, porque o Brasil não aceita o diploma estrangeiro.

Apesar de serem encontros apenas entre os haitianos, os participantes sempre buscam realizar eventos abertos à comunidade. Em maio, todos foram convidados a se juntar à comemoração do Dia da Bandeira do Haiti, em um evento repleto de pratos típicos, apresentações de dança e teatro. No último sábado, em homenagem ao aniversário de sacerdócio do padre Pierre, também foi realizado um jantar com comidas originárias do país da América Central.

O objetivo dos encontros semanais no Centro de Pastoral, ao lado da paróquia, é fazer a integração entre as culturas do Haiti e do Brasil. São conversas informais para saber como eles estão vivendo, sobre o dia a dia e as dificuldades que se apresentam. Além disso, é uma forma de eles aprenderem o português e perderem a timidez. A maioria dos haitianos participantes é moradora do Comasa.

– Do jeito que me sinto bem aqui, quero que eles também se sintam – diz o padre.

e acordo com Pierre, ainda há algumas pessoas com uma certa resistência à presença dos haitianos no bairro, mas de uma forma geral o povo tem sido acolhedor. Dorcinvil Rosenord, 23 anos, vive há cinco meses em Joinville depois de ter se mudado de Curitiba e concorda com o padre. Segundo ele, os joinvilenses são muito diferentes e têm recebido muito bem os haitianos.

– A coisa mais legal para mim é que cada joinvilense tem respeito com o outro e também com a gente. O respeito é muito bom e eles sempre nos ajudam – conta.

Aqueles que quiserem ajudar com doações de alimentos para as atividades de culinária ou apoiar os encontros podem procurar a Paróquia São Paulo Apóstolo, localizada na esquina das ruas Ponte Serrada e Witmarsum.

 

A Notícia

Abertas inscrições para os corais Vozes da Babitonga e Sementes do Amanhã

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Até esta quinta-feira, dia 17 de agosto, os corais Vozes da Babitonga e Sementes do Amanhã recebem inscrições para novos coralistas. As inscrições são gratuitas.

Na sexta-feira, dia 18 de agosto, ocorrerão as entrevistas, com horários pré-agendados nos atos de inscrição. Os interessados deverão se inscrever pessoalmente na sede da Escola de Música Tocando em Frente (Rua do Peixe, nº 305, em Itapema do Norte), das 9h às 19h.
Podem participar, moradores de itapoá que tenham disponibilidade para os ensaios.
Para fazer parte do coral infantil Sementes do Amanhã, acriança deve ter de 8 a 12 anos. Para o coral adulto Vozes da Babitonga, o interessado precisa ter acima de 12 anos de idade.

Tribuna de Itapoá - Thiago Gusso

Pais da nova geração assumem papel mais protagonista na criação dos filhos

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14 paais
Como a ampliação da licença-paternidade para 20 dias é reflexo de um novo momento na educação de filhos, com pais mais participativos


Na casa de Alessandro e Carine Zacarias, os braços dos pais dificilmente estão vazios. Há um ano e dez meses, eles têm Júlia pedindo colo ou companhia para brincar no quintal; e, há pouco mais de dois meses, Pedro chegou para completar a família. Júlia foi planejada: Alessandro montou o quarto, ajudou a escolher as roupinhas e participou do curso de gestantes da maternidade. Lá, conheceu detalhes de como seria o parto, acompanhou as lições sobre amamentação e aprendeu sobre banho e higiene do bebê.

– Lá eles ensinam com um boneco. É tudo mais difícil quando você tem uma criança de verdade. No início, a Carine é quem fazia tudo, depois é que comecei a me envolver – diz Alessandro.

Os primeiros cinco dias de Júlia foram passados na maternidade, já que a menina nasceu com quatro semanas de antecedência e teve icterícia neonatal, o famoso ¿amarelão¿, e demorou para receber alta. Quando Carine e Júlia foram para casa, já era hora de Alessandro voltar para o trabalho, e foi necessário recorrer às avós para ajudar nos primeiros dias.

– Até para fazer a documentação dela, com pedido de inclusão no plano de saúde e outros detalhes burocráticos, eu precisei pedir uma licença de meio período no trabalho e correr para resolver – relembra.

Quando Pedro nasceu, ele já desempenhava com experiência o papel de pai. Com isso, a mudança na lei sobre a licença-paternidade foi tão importante: ele pôde aproveitar para vivenciar de perto quase três semanas do filho enquanto este vivia os primeiros momentos, cuidou da primogênita que ainda era um bebê e foi o braço-direito de Carine, que havia passado por uma cirurgia de cesariana.

Doze semanas depois, a rotina da casa já está organizada para atender às necessidades das duas crianças. Carine dedica-se exclusivamente aos pequenos, mas, quando Alessandro chega em casa, as tarefas se dividem: ele passa um tempo com Júlia no quintal, brincando ou colhendo tomates-cereja na horta e, enquanto a mãe dá banho no caçula, ele dá o jantar a Júlia. Depois, ainda há a tarefa de colocar a menina na cama e cuidar da casa.

– Nós conversávamos muito durante a gravidez da Júlia sobre como a vida iria mudar e como era importante eles viverem estes momentos de cuidado com os filhos, porque influencia muito na criação da criança. Ele já estava bem preparado – conta Carine.

O nascimento de uma família

A ampliação da licença–paternidade para 20 dias nas empresas inscritas no Programa Empresa Cidadã ocorreu com a sanção da lei 13.257/2016 pela ex-presidente Dilma Rousseff, que estabeleceu um marco legal para a primeira infância. Com elas, os empregados têm direito também a até dois dias para acompanhar consultas médicas e exames complementares durante a gravidez da esposa e de um dia por ano para acompanhar o filho de até seis anos em consultas médicas.

O aumento do tempo para o pai ficar com a criança recém-nascida e incumbir-se de responsabilidades reflete não só as mudanças no entendimento nos deveres paternos, mas também a importância do vínculo nas primeiras semanas de vida.

— A criança vai criar vínculos com quem se dedicar a ela neste momento. É necessário compreender que o pai é tão importante quanto a mãe, e um não substitui o outro.

O bebê precisa que alguém esteja suprindo suas necessidades, e a única coisa que o pai não pode fazer é amamentar – analisa a psicoterapeuta Eliza. Um levantamento da faculdade de economia da Universidade de São Paulo (USP) antes da aprovação da lei 13.257 mostrou que o impacto da ampliação da licença-paternidade levaria a um custo de R$ 98,7 milhões, cerca de 0,1% da arrecadação federal – o benefício não é pago pelo INSS como na licença-maternidade, mas as empresas que aderiram podem deduzir do Imposto de Renda devido o total da remuneração paga ao empregado.

Em compensação, há estudos que mostram que a licença-paternidade colabora no desenvolvimento cognitivo, nas chances de maior tempo na amamentação e no fortalecimento das relações entre o pai e a criança.

Hora de empoderar os pais

Marcos e Alessandro fazem parte da primeira geração de homens que chegam à idade adulta com uma concepção diferente do que significa ser pai. Se, até pouco tempo, era comum acreditar que ao pai cabia a responsabilidade de garantir o orçamento familiar e, no máximo, oferecer orientações aos descendentes, atualmente há novas crenças e expectativas sobre o envolvimento paterno. Além da interação, mais leve e de maior proximidade nas últimas décadas, com a mudança da figura paterna como a de maior autoridade na casa, os novos papéis sociais de homens e mulheres também transformaram as responsabilidades e a divisão de tarefas.

— Os homens estão em busca de um novo papel, que se perdeu com as mudanças das mulheres ao assumirem posições no mercado de trabalho. Eles estão quebrando a ausência de modelos e assumindo a paternidade ativa — avalia a psicoterapeuta em casais e família Eliza Távora.

Ela afirma que, com as alterações na sociedade, este tipo de acordo já é firmado desde o namoro, quando as mulheres deixam claro que as responsabilidades – na vida financeira, nas tarefas domésticas e na educação dos filhos – serão compartilhadas. Além disso, a compreensão atual sobre a educação também permite mais flexibilidade na vida lúdica dos meninos, que começam a ganhar permissão para brincadeiras como cuidar de bonecas ou cozinhar que, antes, eram vistas como ¿de menina¿.

— Por muito tempo, os homens se colocaram em uma posição confortável de não serem cobrados e, por isso, não dividir os cuidados com os filhos. Hoje, ainda é comum que, diante de alguma dificuldade, procurem a esposa ou a mãe para assumir a situação. Já vejo muitos homens pesquisando sobre cuidado com os filhos, mas eles ainda precisam da validação feminina —reflete Eliza.

A psicoterapeuta chama a atenção para a necessidade de as mulheres aceitarem este compartilhamento de responsabilidades. Eliza conta que, em muitos casos que chegam a seu consultório, a mãe se assume como detentora do conhecimento e, ainda que dê espaço para o pai assumir seu papel, falta confiança e sobram expectativas não atendidas quando eles encarregam-se de tarefas básicas.

— Não é culpa da mulher, mas é comum que muitos homens, ao assumirem um relacionamento, ainda tenham na figura da esposa a relação que tinham com a mãe. Eles precisam aprender a se portar como maridos e pais de seus filhos. Falta a eles empoderamento, até por falta de referências anteriores.

 

A Notícia
Legenda: Na casa de Alessandro e Carine, há um grande envolvimento dos dois na criação de Pedro e Júlia
Foto: Maykon Lammerhirt / Agencia RBS

Documentário sobre a vida de Juarez Machado terá pré-estreia na próxima quinta-feira

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Será realizada na próxima quinta-feira, 17, às 19h, no Instituto Internacional Juarez Machado, a pré-estreia do documentário Bicicletas. O curta metragem autobiográfico gravado em Joinville e Paris, apresenta um recorte da vida do artista Juarez Machado.

O documentário foi dirigido e produzido pelos joinvilenses Rafael Uber e Cristiano Cardoso, da produtora K1 Filmes, selecionada na 9º Chamada Pública do Canal Futura para a Produção de Documentários de Curta Duração.

O documentário foi gravado entre os dias 9 e 19 de abril, mas levou quatro meses para ficar pronto. A narração foi feita de forma livre e irreverente pelo próprio artista. Juarez fala sobre sua carreira, processo criativo e linguagem. Também foram resgatadas fotos de seu acervo pessoal, como fotos da casa de seus pais, charges e reportagens de TV.

Pintor, escultor, desenhista, caricaturista, ilustrador e cartunista catarinense, Juarez Machado é considerado um dos mais brilhantes artistas brasileiros. Nascido em Joinville em 1941, começou a desenhar e esculpir ainda quando criança. Em 1966 mudou-se para o RJ, onde viveu por 20 anos. Foi chargista dos principais jornais do país e por meio de sua típica irreverência e bom humor, logo se projetou no cenário nacional e internacional, e em 1978 fixou residência em Paris. Suas obras são conhecidas pelo leve surrealismo, forte presença das figuras femininas, bicicletas e cores vibrantes.

Link do teaser: https://vimeo.com/229049202

Isabela Vargas (Jornalista - SC 01915 JP)