Performance artística é confundida com surto

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Performance em praça é confundida com surto e bailarino é levado para atendimento psiquiátrico no RS.

Era para ser uma performance ao ar livre do bailarino Igor Cavalcante Medina dentro da programação do 8º Caxias em Movimento, em Caxias do Sul, no RS. Mas a dança solitária, misto de protesto e arte, foi confundida com um surto psicótico e Medina foi levado à força para o Pronto-Atendimento 24 Horas da cidade . O caso aconteceu no final da manhã de sábado (28), na Praça da Bandeira, no bairro São Pelegrino.

Medina é integrante da Companhia Municipal de Dança e a apresentação "Fim." fazia parte da programação do 8º Caxias em Movimento divulgada pela Prefeitura de Caxias do Sul. No documento, a performance foi descrita como um trabalho que "aborda a violência e põe o corpo em evidência para trazer à tona as diversas formas de brutalidade do cotidiano, sejam elas físicas ou psicológicas". O texto ainda questionava "será que já não somos nada mais além de um mero pedaço de carne incapaz de sentir, incapaz de resistir, incapaz de se rebelar?".

Segundo o diretor da Guarda Municipal, Ivo Rauber, os agentes foram acionados para verificar o que um homem fazia parado na Praça da Bandeira. Ele relata que o atendimento foi liderado pela equipe do Samu, que decidiu pela contenção com o uso de colete e o encaminhamento para uma unidade de saúde. Rauber ressalta que, em nenhum momento, os agentes da Guarda utilizaram a força na abordagem.

— O que chamou a atenção é que ele usava umas roupas da performance e tinha um arame farpado no pescoço. A equipe tentou falar com ele, mas o bailarino ficava mudo. Olhava para o céu, para cima e para baixo. De repente, começou a soltar frases filosóficas, citava a Somália a todo momento. Os guardas entenderam que poderia ter algum problema de saúde e acionaram o Samu — resume o diretor. Após a abordagem na praça, Medina foi conduzido para o Postão.

 

Diário Catarinense
Foto: Diogo Sallaberry / Divulgação

Recital Duo Fávero & Bernardes se apresenta em Itapoá dia 05/11

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duo favaro

Às 10h do próximo dia 5 de novembro, o projeto Concertos Matinais (uma parceria entre a Prefeitura e a Escola de Música Tocando em Frente) traz a Itapoá, o recital Duo Fávero & Bernardes para uma apresentação na Casa da Cultura (Rua VII, esquina com Rua II e III do Loteamento Príncipe).

Depois de muitos anos realizando projetos de difusão da música catarinense, seja através da gravação do DVD e Songbook "Nossos Compositores Pioneiros" e da gravação e divulgação do CD do Quarteto Sambaqui, incluindo apresentações na Alemanha, agora o Duo Fávero & Bernardes tem como foco, melodias afro-brasileiras e composições autorais. No repertório, destaca-se a Suíte Quilombo de Carlos Gomes, Ciclos Nordestinos de Marlos Nobre, Suíte Afro-Brasileira de Celso Machado e o Catumbi, ritmo tipicamente catarinense de antigos escravos que viviam em nosso região.

 

Tribuna de Itapoá - Thiago Gusso

Vem aí: "Sua majestade o Violão"

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facebook majestade violão

Ao mesmo tempo nobre e popular, a arte de compor músicas para violão solo no Brasil é riquíssima e de longa data. Saiba como esta bela história chegou até os estudantes do nosso município e até você.

 

Escola de Música em Frente

Vivaldi in Concert se apresenta em Itapoá

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apresenta VIVALDI

No próximo dia 24 de setembro, às 10h, a Orquestra Prelúdio se apresentará em Itapoá na Casa da Cultura, com o espetáculo "Vivaldi in Concert". O Projeto, que tem como regente o maestro Rafael Daniel Huch, já percorreu a cidade de Joinville lotando as salas de concertos daquela cidade com absoluto sucesso de público.

O tema do concerto é a obra do padre e compositor Antonio Vivaldi, do qual será possível apreciar suas canções mais populares, como "As Quatro Estações".

Natural de Joinville, a Orquestra Prelúdio teve início em 2011 e, desde então, vem conquistando reconhecimento do público e de profissionais da Música.

A apresentação em Itapoá faz parte dos concertos matinais, projeto que traz um concerto por mês à cidade, mais precisamente, à Casa da Cultura, sempre aos domingos de manhã. A iniciativa é uma parceria da Prefeitura de Itapoá com a Escola de Música Tocando em Frente e tem o apoio do site Tribuna de Itapoá.

Por tudo isso, os organizadorees esperam um excelente público e o maestro Rafael Huch garante que quatro estações são poucas para a diversidade que a obra de Vivaldi é capaz de despertar.

 

Do jornal impresso Itapoá Notícias

Comunidade dá suporte para haitianos que chegam a Joinville

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Imigrantes têm encontrado no bairro apoio para se adaptar à nova cultura.

Os haitianos que moram em Joinville encontraram no bairro Comasa uma comunidade receptiva e de braços abertos para ajudar na adaptação à nova cultura. Um dos responsáveis por essa integração é o padre Pierre Júnior Jentil, que nasceu no Haiti e mora há nove anos no Brasil.

Ele é sacerdote na Paróquia São Paulo Apóstolo, onde realiza dois encontros semanais com os conterrâneos desde dezembro do ano passado. Todas as quartas-feiras, eles se reúnem em uma roda de conversa e depois aprendem algum prato comum da culinária brasileira. Voluntárias já os ensinaram a fazer pão caseiro, bolos, cucas e outras comidas.

Na sexta-feira, os haitianos participam de uma missa no dialeto crioulo e, em seguida, têm aulas de português com um morador do bairro. Além disso, o grupo também se reuniu em um coral, que se apresenta em celebrações na paróquia com canções em francês e em crioulo.

– Participamos porque nós somos católicos. O padre nos convida para conversar e falar coisas novas da igreja. Isso faz muito bem – diz a haitiana Fanette Lorzeus, de 25 anos.

Ela se mudou para Joinville há três anos para morar com a irmã. No final do ano passado, decidiu começar a participar dos encontros com o padre Pierre para aprender melhor o português e seguir sua religiosidade. Fanette estuda administração no Sebrae, mas era enfermeira no país natal. No entanto, tem dificuldades em encontrar trabalho na cidade, principalmente, porque o Brasil não aceita o diploma estrangeiro.

Apesar de serem encontros apenas entre os haitianos, os participantes sempre buscam realizar eventos abertos à comunidade. Em maio, todos foram convidados a se juntar à comemoração do Dia da Bandeira do Haiti, em um evento repleto de pratos típicos, apresentações de dança e teatro. No último sábado, em homenagem ao aniversário de sacerdócio do padre Pierre, também foi realizado um jantar com comidas originárias do país da América Central.

O objetivo dos encontros semanais no Centro de Pastoral, ao lado da paróquia, é fazer a integração entre as culturas do Haiti e do Brasil. São conversas informais para saber como eles estão vivendo, sobre o dia a dia e as dificuldades que se apresentam. Além disso, é uma forma de eles aprenderem o português e perderem a timidez. A maioria dos haitianos participantes é moradora do Comasa.

– Do jeito que me sinto bem aqui, quero que eles também se sintam – diz o padre.

e acordo com Pierre, ainda há algumas pessoas com uma certa resistência à presença dos haitianos no bairro, mas de uma forma geral o povo tem sido acolhedor. Dorcinvil Rosenord, 23 anos, vive há cinco meses em Joinville depois de ter se mudado de Curitiba e concorda com o padre. Segundo ele, os joinvilenses são muito diferentes e têm recebido muito bem os haitianos.

– A coisa mais legal para mim é que cada joinvilense tem respeito com o outro e também com a gente. O respeito é muito bom e eles sempre nos ajudam – conta.

Aqueles que quiserem ajudar com doações de alimentos para as atividades de culinária ou apoiar os encontros podem procurar a Paróquia São Paulo Apóstolo, localizada na esquina das ruas Ponte Serrada e Witmarsum.

 

A Notícia