Comunidade dá suporte para haitianos que chegam a Joinville

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Imigrantes têm encontrado no bairro apoio para se adaptar à nova cultura.

Os haitianos que moram em Joinville encontraram no bairro Comasa uma comunidade receptiva e de braços abertos para ajudar na adaptação à nova cultura. Um dos responsáveis por essa integração é o padre Pierre Júnior Jentil, que nasceu no Haiti e mora há nove anos no Brasil.

Ele é sacerdote na Paróquia São Paulo Apóstolo, onde realiza dois encontros semanais com os conterrâneos desde dezembro do ano passado. Todas as quartas-feiras, eles se reúnem em uma roda de conversa e depois aprendem algum prato comum da culinária brasileira. Voluntárias já os ensinaram a fazer pão caseiro, bolos, cucas e outras comidas.

Na sexta-feira, os haitianos participam de uma missa no dialeto crioulo e, em seguida, têm aulas de português com um morador do bairro. Além disso, o grupo também se reuniu em um coral, que se apresenta em celebrações na paróquia com canções em francês e em crioulo.

– Participamos porque nós somos católicos. O padre nos convida para conversar e falar coisas novas da igreja. Isso faz muito bem – diz a haitiana Fanette Lorzeus, de 25 anos.

Ela se mudou para Joinville há três anos para morar com a irmã. No final do ano passado, decidiu começar a participar dos encontros com o padre Pierre para aprender melhor o português e seguir sua religiosidade. Fanette estuda administração no Sebrae, mas era enfermeira no país natal. No entanto, tem dificuldades em encontrar trabalho na cidade, principalmente, porque o Brasil não aceita o diploma estrangeiro.

Apesar de serem encontros apenas entre os haitianos, os participantes sempre buscam realizar eventos abertos à comunidade. Em maio, todos foram convidados a se juntar à comemoração do Dia da Bandeira do Haiti, em um evento repleto de pratos típicos, apresentações de dança e teatro. No último sábado, em homenagem ao aniversário de sacerdócio do padre Pierre, também foi realizado um jantar com comidas originárias do país da América Central.

O objetivo dos encontros semanais no Centro de Pastoral, ao lado da paróquia, é fazer a integração entre as culturas do Haiti e do Brasil. São conversas informais para saber como eles estão vivendo, sobre o dia a dia e as dificuldades que se apresentam. Além disso, é uma forma de eles aprenderem o português e perderem a timidez. A maioria dos haitianos participantes é moradora do Comasa.

– Do jeito que me sinto bem aqui, quero que eles também se sintam – diz o padre.

e acordo com Pierre, ainda há algumas pessoas com uma certa resistência à presença dos haitianos no bairro, mas de uma forma geral o povo tem sido acolhedor. Dorcinvil Rosenord, 23 anos, vive há cinco meses em Joinville depois de ter se mudado de Curitiba e concorda com o padre. Segundo ele, os joinvilenses são muito diferentes e têm recebido muito bem os haitianos.

– A coisa mais legal para mim é que cada joinvilense tem respeito com o outro e também com a gente. O respeito é muito bom e eles sempre nos ajudam – conta.

Aqueles que quiserem ajudar com doações de alimentos para as atividades de culinária ou apoiar os encontros podem procurar a Paróquia São Paulo Apóstolo, localizada na esquina das ruas Ponte Serrada e Witmarsum.

 

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