Cuba receberá 7 milhões de dólares do PAM após furacão Irma

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O Programa Alimentar Mundial (PAM) anunciou neste sábado que irá acordar uma ajuda de emergência de 7,2 milhões de dólares a Cuba, país severamente afetado pela passagem do furacão Irma.

"Anunciamos 1,5 milhão de dólares em ajuda alimentar e um apoio logístico de 5,7 milhões de dólares por 4 meses", declarou em Havana o diretor do PAM, David Beasley.

O PAM "está ao lado das vítimas do furacão Irma em Cuba e pronto para apoiar o governo cubano em seus esforços de reconstrução", acrescentou.

"A operação começará imediatamente com a distribuição gratuita de rações de arroz e feijão nas áreas prioritárias", informa uma declaração emitida pelas Nações Unidas.

"A devastação causada pelo Irma requer que trabalhemos juntos para garantir uma recuperação imediata e que a população possa mais uma vez ter acesso a água, comida e abrigo e que a economia possa se restabelecer", acrescentou Beasley.

 

* AFP

Quando e onde ver o eclipse solar de 21 de agosto

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eclipse solar
No Brasil, as melhores cidades para vê-lo serão Boa Vista, em Roraima, e Macapá, no Amapá, por cerca de duas horas.


Nesta segunda-feira, 21 de agosto, acontece um eclipse solar que será totalmente visível nos Estados Unidos e parcialmente na América Central, norte da América do Sul e Europa. Os brasileiros desfrutarão de até 40% de escurecimento do disco solar em algumas áreas das regiões Norte e Nordeste. As melhores cidades para vê-lo serão Boa Vista, em Roraima, e Macapá, no Amapá, onde durará cerca de duas horas, começa por volta das 14h às 16h (horário de Brasília) —o ápice do fenômeno será por volta das 17h.


O eclipse solar é um fenômeno astronômico em que a lua passa na frente do Sol e deixamos de vê-lo. A diferença em relação ao eclipse solar anular é que no eclipse total a lua cobre completamente o Sol em vez de deixar um anel de fogo ao redor.

 

O que é um eclipse solar total?

Um eclipse solar é um fenômeno astronômico em que a lua passa em frente ao Sol e, portanto, deixamos de vê-lo. O termo “total” ou “parcial” dependerá de se observamos o eclipse dentro da umbra ou da penumbra (as duas partes da sombra da lua). Se o observarmos dentro da umbra, o eclipse será total. Se o fizermos na penumbra, será parcial.

 

Como ver o eclipse solar 2017?

O mais importante é não olhar o Sol diretamente sem proteção, pois podemos causar queimaduras graves em nossas retinas. Como a luz ultravioleta continua chegando durante a fase parcial do eclipse, também não devemos contemplar o fenômeno através das nuvens nem refletido na água.

Não devemos confiar e usar óculos de sol, vidro fumê ou radiografias. O único método 100% seguro é observar o eclipse de forma indireta. Por exemplo, usando uma folha de papel na qual é feito um furo e colocada diante do Sol. A imagem do eclipse é então projetada em uma segunda folha, onde podemos apreciar com segurança. Outra opção é através de telescópios que tenham filtros adequados (sem esses filtros, é igualmente perigoso).

Como e onde ver o eclipse solar de 21 de agosto na América?

No continente americano, a visibilidade do eclipse dependerá muito de cada país.

 

Colômbia

A cidade de Riohacha, em La Guajira, será o melhor lugar do país para ver o eclipse, pois 51% do Sol ficará encoberto. O fenômeno começará às 13h37 (15h37 em Brasília).

 

Estados Unidos

Os Estados Unidos são o país em que se poderá ver melhor o eclipse. O fenômeno começa às 10h16 (14h16 em Brasília) em Lincoln Beach, Oregon. Dali, sua sombra se deslocará para o leste durante cerca de 90 minutos. Cruzará os estados de Oregon, Idaho, Wyoming, Montana, Nebraska, Iowa, Kansas, Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Geórgia e Carolina do Norte e do Sul.

O eclipse atingirá seu pico em Charleston, Carolina do Sul, às 14h48. O melhor lugar para vê-lo será Cardondale, Illinois, pois ali o Sol será coberto pela lua durante mais tempo: 2 minutos e 41 segundos.

 

Guatemala

Na Guatemala, cerca de 40% do Sol será coberto com o eclipse solar. O fenômeno começará às 11h35 (14h35 em Brasília) e a duração total do eclipse parcial será de aproximadamente duas horas e meia, terminando às 14h05.

 

México

Na Cidade do México, o eclipse solar começará às 12h01 (14h01 em Brasília) e terminará às 14h37. O ponto máximo (38% de escuridão) será às 13h20. No norte do país, especialmente em Tijuana e Mexicali, a superfície coberta do Sol será de até 65%, enquanto que no sul apenas 30% do disco solar ficará encoberto. Neste artigo, você pode consultar a que hora poderá vê-lo em cada estado do México.

 

Peru e Equador

Em ambos os países, a porcentagem de encobrimento do Sol será bastante pequena. No Peru, por exemplo, será de apenas 5% na cidade de Iquitos, enquanto no Equador alcançará 9% na cidade de Nueva Loja, no leste do país.

 

Porto Rico

Porto Rico terá um espetáculo astronômico que não é visto há quase 20 anos. De acordo com a Sociedade de Astronomia do Caribe, o eclipse começará a partir das 14h (15h em Brasília) e durará até as 17h, sendo o ponto alto às 15h34. O encobrimento será de 80%.

 

Venezuela

Na Venezuela, será possível apreciar 52,9% de encobrimento na cidade de Caracas, onde o eclipse começará às 14h28 (15h28 em Brasília), alcançará o pico às 15h45 e terminará às 16h52.

 

Outros países

A NASA realizará uma cobertura exaustiva do eclipse solar de 21 de agosto. Se no seu país não for possível vê-lo de forma total ou parcial, ou se você desejar acompanhá-lo pela Internet, poderá fazê-lo no site do EL PAÍS ou no site oficial da agência espacial.

A que horas o eclipse solar 2017 estará na Espanha?

Na Espanha, o eclipse solar começará por volta das 20h45 (15h45 em Brasília), atingirá o ponto de maior obscuridade às 21h e terminará alguns minutos depois. Dependendo da localização geográfica, podemos encontrar algumas diferenças.

As regiões em que melhor se verá o eclipse são o noroeste peninsular (Galícia, León e Salamanca) e as Ilhas Canárias, onde a Lua encobrirá 30% da superfície do Sol.

 

El País
FOTO: Eclipse solar total visto da Ilha Ternate, na Indonésia, em março de 2016. REUTERS

Este homem reduziu o número de moradores de rua de Utah em 91%

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Lloyd Pendleton conseguiu a façanha ao longo de uma década. Conheça os detalhes do sistema usado por ele e como pode ser reproduzido no Brasil


Um adolescente morava com o pai nas ruas e abrigos de Utah, nos Estados Unidos. Casado, teve a chance de mudar-se para uma habitação de apoio permanente com a sua esposa e duas crianças pequenas. Hoje, empregado, ele deixará a moradia de apoio. Histórias assim marcam a trajetória de Lloyd Pendleton, o homem que conseguiu reduzir, ao longo de uma década, o número de moradores de rua de Utah em 91%: de duas mil pessoas em 2005 a menos de 168 até 2016.

O programa de habitação baseado na ideia de “housing first” (algo como “primeiro, habitação”) está no centro do projeto que Pendleton desenvolveu como diretor da Homeless Task Force de Utah, parte da Divisão de Habitação e Desenvolvimento Comunitário do estado.

“Nós construímos casas novas ou reformamos hotéis para criar cerca de mil unidades de alojamento permanentes. Além disso, também alugamos locais existentes e os usamos como habitação de apoio”, conta Pendleton, em entrevista à Gazeta do Povo.

Especialistas em habitação, agências sem fins lucrativos e de serviços sociais e financiamentos federal, estadual e privado foram os elementos combinados na criação de uma gestão de casos para apoiar os chamados sem-teto crônicos (pessoas que vivem nas ruas por mais de um ano ou que retornaram cerca de quatro vezes nos últimos três anos. Também fazem parte desses casos indivíduos que sofrem de doenças físicas ou mentais).

O ambicioso objetivo de zerar o número de moradores de rua do estado de Utah nasceu em 2005. Doze anos depois, quem vê a trajetória de Lloyd Pendleton no departamento não imagina o quão avessa era sua visão sobre política de redução de danos no passado.

Sua opinião mudou em 2003, durante uma conferência, quando soube dos resultados associados à ideia de “housing first”, o fornecimento imediato de habitações.

“Quando eu ouvi pela primeira vez sobre o que era a política redução de danos, eu a achei um tanto falha. Entretanto, quando entrei em contato com os desabrigados, comecei a perceber a engrenagem. Hoje, o modelo é a base para a política de moradias”, diz Pendleton.

Atualmente os Estados Unidos contabilizam um total de 549.928 pessoas dormindo nas ruas todos os dias, segundo dados de novembro de 2016 do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano. No Brasil, pesquisa recente publicada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com base em dados de 2015, projeta que o país tenha pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas.

“Por que essas pessoas não arrumam um trabalho?”


O mito mais difundido sobre os moradores de rua, diz Pendleton, aponta para a necessidade do emprego como fator prioritário e mesmo antecedente a políticas públicas de moradia.

“Esse, infelizmente, é um sentimento comum entre a maioria das pessoas com quem tive contato. Muitos me dizem: ‘por que esses indivíduos deveriam ganhar uma moradia se eles não lutaram por isso?’. Pesquisas mostram dados relevantes sobre essas pessoas. Em serviços de emergências, por ano, gastamos entre 20.000 e 40.000 dólares. Já chegamos a cifra de 500.000 dólares em alguns casos”, conta. Dentre as emergências estão internações, chamados por equipes médicas, visitas a hospitais, interações policiais, entre outros.

O custo do programa desenvolvido por Pendleton, contudo, com suporte e moradia para os desabrigados, não ultrapassa os 15.000 dólares por ano. Do ponto de vista econômico, as contas fecham. Nem é preciso citar o impacto social.

“Com moradia, os custos com emergência caem enormemente e também, em casos crônicos, essas pessoas tornam-se mais dispostas a receber algum tipo de tratamento. Nós descobrimos que a maioria dos desabrigados tinha problemas de saúde mental ou relacionado ao uso de substâncias. Assim, a habitação com serviços de gerenciamento de casos era necessária para ajudá-los a alcançar alguma estabilização na vida”, diz.

Pendleton conta que, ao longo desses dez anos, muitos alojados se reconectaram com familiares que por muito tempo tentavam travar contato. O programa desenvolvido por ele também presta auxílio àqueles que conseguem ou buscam algum emprego.

“Os fatores para as pessoas viverem nas ruas são muitos. Incluem problemas econômicos duradouros em um país, apoios e não-apoios políticos e sociais, questões criminais e escolhas pessoais”, diz, para exemplificar a complexidade da situação.

Se Pendleton mudou completamente a forma como pensa e se aproxima da questão, na sua opinião, foram três os segredos em Utah:

1) a reunião de diferentes atores sociais em torno de uma mesma visão e abordagem;

2) uma grande colaboração entre pessoas que prestam serviços aos desabrigados, líderes políticos, estaduais e municipais, líderes comunitários e empresas; e

3) antes de tudo, compaixão e a preocupação na elaboração de projetos experimentais.

“Vemos essa população marginalizada como parte importante de nossa sociedade. Além disso, quando implementamos nosso projeto, começamos com pilotos para testar as novas ideias. Esses pilotos eram de baixo custo e de baixo risco, mas forneceram excelentes experiências de aprendizado e provaram que as ideias funcionavam. Só assim, então, as expandimos.”

Hoje, aposentado, Lloyd Pendleton tem consultado outros estados a respeito de diferentes abordagens para eliminar o problema crônico dos desabrigados.

 

Gazeta do Povo

Sete brasileiros vencem concurso de redação da ONU

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Sete estudantes brasileiros estão entre os 60 jovens de 27 países vencedores do concurso de redação Muitas Línguas, Um Mundo, realizado em parceria com a escola global de idiomas ELS (English Language School) e a agência Impacto Acadêmico das Nações Unidas (Unai, na sigla em inglês). A informação é da ONU News.

A cerimônia de premiação será realizada no hall da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Os vencedores - de países como Brasil, Cazaquistão, China, Índia, Líbano, Marrocos e Zimbábue, entre outros - viajaram para as cidades de Boston e Nova York para participar do Fórum Global da Juventude, que termina nesta sexta-feira (21).

Na oportunidade, os jovens apresentarão planos de ação para implementar a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Mais de 6 mil participantes de 170 países, vindos de 1.950 universidades espalhadas pelo mundo, se inscreveram na fase inicial da competição.

 

Terra

Brasil e Uruguai assinam acordo de residência permanente

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Agora ficou ainda mais fácil morar na terra de Mujica. Foi publicado na sexta-feira (7/7/2017), no Diário Oficial da União, o acordo entre o Brasil e o Uruguai que facilita a livre circulação através de vistos permanentes e também torna mais fácil fazer pedidos de residência permanente entre os países.

Quem quiser garantir um visto permanente deve apresentar-se a uma Missão Diplomática ou Representação Consular brasileira portando os seguintes documentos:

Passaporte válido e vigente ou carteira de identidade (também vale um documento especial de fronteiriço ou certidão de nacionalidade expedida pelo consulado brasileiro);
Certidão ou declaração pessoal negativa de antecedentes judiciais, penais e policiais nos últimos cinco anos no país de origem;
Declaração pessoal de ausência de antecedentes internacionais penais ou policiais.
O processo para solicitar a mudança de país também é pouco burocrático: basta enviar os mesmos documentos listados acima a um departamento da Polícia Federal ou diretamente à Secretaria Nacional de Justiça.

E para facilitar mais um pouquinho, os dois países não exigem um período prévio de residência temporária para liberar a residência permanente.

E, para facilitar ainda mais, todos os trâmites são isentos de taxas.

Brasileiros e uruguaios que tenham a permissão de residência permanente terão o direito a exercer qualquer atividade legal no país que escolherem morar.

 

Por Ludmilla Balduino

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