Explosão deixa feridos no centro de NY

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Uma explosão deixou ao menos 29 pessoas feridas na cidade de Nova York na noite deste sábado, segundo autoridades locais. O prefeito Bill de Blasio disse que a causa da explosão não está clara, mas "ela foi intencional".

Ele disse por volta de 0h35 que até então não havia evidências de ação terrorista.
"Não vemos conexão com terrorismo", disse.
Segundo o Departamento de Bombeiros de Nova York, a explosão ocorreu por volta das 21h (22h em Brasília) no distrito de Chelsea, em Manhattan. O local é um dos mais badalados da cidade e fica lotado nos fins de semana por causa de bares e restaurantes.
A explosão foi descrita como "incrivelmente alta" e "ensurdecedora".
Ao menos 29 pessoas teriam sido atingidas, mas nenhuma corre risco de morte, segundo a polícia.
Autoridades suspeitam que a explosão possa ter sido iniciada em uma caçamba de lixo. A maioria dos vidros das janelas de um prédio próximo foram destruídas.
O departamento de contraterrorismo da Polícia de Nova York chegou a divulgar a imagem de uma lixeira destruída.
A causa da explosão não foi divulgada, mas autoridades não descartam a possibilidade de ter sido provocada por um artefato explosivo.
A polícia também afirmou que investigava a possibilidade de um segundo artefato explosivo ter sido colocado em uma região próxima de onde ocorreu a explosão, mas a informação não foi confirmada.
New Jersey
O incidente ocorre horas após uma bomba caseira explodir em New Jersey um pouco antes de milhares de participantes de uma corrida de rua beneficente passarem pelo local - sem deixar feridos. Não há indícios de que os dois episódios estejam relacionados.

 

BBC BRASIL

Investigações sobre irregularidades em Angra 3 devem ser concluídas até julho

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As investigações sobre irregularidades em empreendimentos na construção da Usina Nuclear Angra 3 deverão estar concluídas até o final do primeiro semestre deste ano, disse na quarta-feira (27), no Rio de Janeiro, o secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Luiz Eduardo Barata. Ele participou, na Fundação Getulio Vargas, do lançamento da edição sobre energia nuclear da publicação Cadernos FGV Energia.

 

A auditoria investiga as condições de todos os contratos das obras de Angra 3, que foram suspensos, bem como as fontes de financiamento, para apurar esquema de corrupção entre funcionários da Eletronuclear e fornecedores. De acordo com a Polícia Federal, o ex-presidente da Eletronuclear, almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, é suspeito de ter recebido R$ 4,5 milhões de propina em contratos da Andrade Gutierrez e da Engevix.

Decisões corretas – A expectativa é que todo o processo envolvendo a usina, com estabelecimento de novo preço para a energia gerada e novo cronograma da obra, esteja encerrado até o segundo semestre. “Nós vamos estabelecer um novo preço para a energia e a obra vai ser retomada. Serão necessários três anos para a conclusão da obra. Eu acredito que é possível [concluir em] 2020”.

O presidente da Eletronuclear, Pedro Figueiredo, esclareceu que se a montagem da usina, englobando tubulações, geradores de vapor, válvulas, não for feita em 48 meses, a usina não entrará em funcionamento em 2020. “Se nós tomarmos decisões corretas aqui, no mês de agosto, dá tempo para entrar com essa linha”. Por outro lado, Figueiredo disse que a primeira coisa necessária é o resultado da auditoria externa, patrocinada pela Eletrobras, que vem sendo feita por advogados americanos, para apurar irregularidades sobre Angra 3. A segunda condição é a análise do orçamento da montagem, “que gerou essa confusão toda”, feita por uma empresa independente, a Deloitte.

O orçamento de R$ 2,9 bilhões referentes à montagem eletromecânica de Angra 3 foi considerado razoável por Figueiredo. “Não teve superfaturamento”, disse, indicando que as próprias delações feitas na Operação Lava Jato confirmam esse fato. Porém, ele disse que se chegar agosto deste ano e essas condições não estiverem resolvidas, Angra 3 dificilmente entrará em operação em 2020.

Novas usinas – O presidente da Eletronuclear diz que a decisão sobre a construção de novas usinas nucleares no Brasil compete ao Ministério de Minas e Energia. “É ele que tem o poder, a caneta e a autonomia para dizer o que a gente vai fazer”. Locais em Pernambuco, Sergipe e Espírito foram estudados para a construção de novas usinas.

“Por enquanto, é tudo superficial”, disse Figueiredo. Segundo o presidente, esses lugares atendem aos critérios básicos, como linhas de transmissão e logística, mas é preciso que apresentem também infraestrutura industrial, para que não seja preciso repetir o que foi feito na Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense, onde estão situadas as usinas Angra 1 e 2, onde não havia sequer telefone e a Eletronuclear teve que construir tudo. “Hoje em dia, não dá para fazer isso, porque o preço vai lá para a estratosfera”.

Consenso – Autoridades, acadêmicos e entidades do setor nuclear presentes ao lançamento do caderno da FGV Energia foram unânimes em analisar que para a retomada do Programa Nuclear Brasileiro, o Brasil tem que vencer alguns desafios. O principal é a regulação, ou seja, o estabelecimento de um ambiente jurídico e institucional seguro e estável. “A legislação sobre o setor nuclear precisa ser revista com urgência”, disse o presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), João Carlos Tupinambá.

Outros desafios indicados pelos especialistas são a manutenção do conhecimento adquirido e o acompanhamento de desenvolvimentos tecnológicos que ocorrem na área, além do financiamento e definição do modelo de negócios, que admite a participação do capital privado. O presidente da Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan), Antonio Muller, diz que para que novas usinas nucleares possam entrar em funcionamento em 2025, “a decisão tem de ser tomada agora”, porque as obras demoram, em média, cinco anos para serem construídas.

O presidente da Eletronuclear, Pedro Figueiredo, analisou que a geração nuclear não é a solução para todos os problemas do setor elétrico brasileiro, entretanto, ele diz que a combinação entre as fontes eólica (dos ventos), solar, biomassa e nuclear “é imbatível e o Brasil tem todos esses componentes”. (Fonte: Agência Brasil)

Falha não é só de Dilma, mas de toda classe política, diz “Economist”

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“A grande traição” foi o título escolhido pela britânica The Economist para falar da crise política no Brasil. A capa da edição latino-americana da publicação traz uma montagem com o Cristo Redentor segurando uma placa de “SOS”.

Na reportagem, a revista diz que o fracasso brasileiro não é só culpa da presidente Dilma Rousseff, mas de toda a classe política, que “decepcionou o país por meio de um mix de negligência e corrupção”.

Após descrever a votação do impeachment na Câmara como um dos momentos “mais estranhos” da vida política nacional, a Economist diz que a “mancha de corrupção” está espalhada por muitos partidos brasileiros: “dos 21 deputados sob investigação no caso da Petrobras, 16 votaram pelo impeachment de Rousseff. Cerca de 60% dos congressistas enfrentam acusações de delito criminal.”

“O alarmante é que aqueles que estão trabalhando para sua saída (de Dilma) são, de muitas formas, piores do que ela”, segue a reportagem.

A Economist opina que um governo Michel Temer poderia trazer um “alívio econômico de curto prazo”, mas pondera que o PMDB também é citado nos escândalos de corrupção e menciona as acusações contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, réu na operação Lava Jato.

Segundo a revista, para enfrentar um cenário de recessão, inflação e desemprego, a melhor saída seria a convocação de eleições gerais.

“Um novo presidente pode ter um mandato para embarcar em reformas que escaparam dos governos durante décadas. Os eleitores também merecem uma chance de livrar-se de todo o Congresso infestado de corrupção. Apenas novos líderes e novos legisladores podem realizar as reformas fundamentais de que o Brasil necessita.”

No entanto, a publicação considera essa possibilidade pouco provável, já que depende dos atores que estão hoje no poder. E conclui que os eleitores “não devem se esquecer deste momento”, porque terão a chance de ir às urnas para votar por “algo melhor”.

OUTRAS CAPAS
Na primeira vez em que a Economist usou o Cristo Redentor em sua capa sobre o Brasil, o contexto era outro.

Em 2009, a revista publicou a montagem do Cristo na forma de um foguete, prestes a levantar voo, com o título “Brazil takes off” (“Brasil decola”, em tradução livre). Otimista, a reportagem falava dos rumos promissores da economia brasileira.

Em outubro de 2013, a publicação também mostrava o Cristo, mas, desta vez, em trajetória de queda. O texto, de 14 páginas, questionava “Has Brazil blown it?” (“O Brasil estragou tudo?”, em tradução livre), em menção aos primeiros sinais da crise econômica.

BBC

Câncer vence Bowie aos 69

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Cantor inglês morreu neste domingo, 10, três dias após ter lançado o disco Black Star

 

O cantor inglês David Bowie morreu aos 69 anos neste domingo, 1o, após 18 meses lutando contra um câncer. O anúncio foi feito por meio de suas contas oficiais do Twitter e do Facebook.

"David Bowie morreu pacificamente hoje cercado por sua família após uma corajosa luta de 18 meses contra o câncer. Enquanto muitos irão compartilhar nesta perda, nós pedimos que respeitem a privacidade da família durante este tempo de pesar", diz a mensagem postada pela equipe de Bowie nas redes sociais.
Não há detalhes sobre a doença. A assessoria de imprensa do cantor confirmou a informação. O texto ainda diz que a família pede respeito à privacidade durante o período de luto. Há três dias, Bowie lançou o disco Blackstar.

Bowie se tornou uma lenda musical durante a década de 1970 ao usar figurinos andróginos para apresentar os hits de rock "Ziggy Stardust" and "Space Oddity".
Nascido na região de Brixton, no sul de Londres, ele começou a estudar saxofone aos 13 anos de idade. Em 1969, foi lançado à fama no Reino Unido com a música Space Oddity, mas foi sua transformação no personagem de um astro do rock bissexual, o alter ego Ziggy Stardust, o levou à projeção internacional em 1972. Suas roupas escandalosas e cheais de brilhante, maquiagem e um cabelo tingido de laranja abalaram as estruturas do mundo musical no começo da carreira de Bowie.

Estadao

Morre temido líder da Loja Maçônica P2, Licio Gelli

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Licio Gelli tinha ligações com a política argentina, onde exerceu grande influência

 

O “Mestre Venerável” Licio Gelli, uma das figuras mais controversas da história recente da Itália, líder da loja maçônica Propaganda 2 (P2), que teve vínculos com a ditadura militar argentina, morreu na terça-feira aos 96 anos em Arezzo (centro da Itália), anunciou a família.

O célebre “capo” da temida organização maçônica era um anticomunista convicto e viu seu nome envolvido em vários escândalos políticos e financeiros que abalaram a Itália nos anos 1980 e 1990.

Amigo dos argentinos Juan Domingo Perón e José López Rega, esteve vinculado com a ditadura militar argentina (1976-1983), país do qual chegou a obter cidadania e representou como diplomata na Itália.

Em 1981, graças às investigações dos juízes de Milão sobre a milionária quebra do banco Ambrosiano, os italianos descobriram a lista com os 962 nomes pertencentes à P2, uma influente rede de políticos, juízes, empresários, jornalistas, agentes dos serviços secretos e militares que o “Mestre Venerável” liderava.

Entre os empresários estava um ainda desconhecido Silvio Berlusconi, que anos mais tarde se tornou o homem mais rico do país e primeiro-ministro.

Também apareciam quase 20 argentinos, entre eles o almirante Emilio Massera e o general Carlos Suárez Mason, integrantes da junta militar que governou o país.

Graças à investigação dos juízes, que durou 13 anos, a loja P2 foi proibida em 1981.

Histórico de escândalos
O nome de Gelli apareceu em quase todos os escândalos dos últimos 30 anos, desde a quebra do maior banco da Itália da época, o Banco Ambrosiano, cujo presidente, Roberto Calvi, foi encontrado enforcado sob uma ponte de Londres em 1982, passando por Tangentópolis (subornos das empresas) e a existência de uma estrutura paramilitar secreta de nome Gladio com o objetivo de impedir que os comunistas italianos chegassem ao poder.

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O poderoso líder da P2 foi condenado por se apropriar de segredos de Estado, caluniar magistrados e tentar desviar as investigações do atentado contra a estação de Bolonha em 1980.

O ex-líder da loja mais exclusiva da maçonaria italiana conseguiu fugir de uma prisão suíça em agosto de 1983, buscou refúgio na América do Sul, onde sempre gozou de amizades influentes, e se entregou à justiça na Suíça em 1987.

Formação
Nascido em 21 de abril de 1919 em Pistoia, Toscana, Licio Gelli militou durante a juventude no fascismo e foi voluntário na Espanha para lutar ao lado do general Francisco Franco. Em seu retorno, foi recebido na Itália pelo ditador Benito Mussolini.

Na véspera da queda do fascismo, Gelli, que começava a dominar a arte da manipulação e da chantagem, usou os ‘partisanos’ italianos da Toscana para obter a benevolência das autoridades locais comunistas.

Depois da guerra, no entanto, retornou a sua origem com o Movimento Social Italiano (MSI, neofascista).

Segundo a imprensa italiana também foi agente do serviço secreto dos Estados Unidos, a CIA, nos anos posteriores à Segunda Guerra Mundial. Entrou para a maçonaria na década de 1960, criou a loja P2 em 1970, conseguindo se infiltrar gradualmente em todas as instituições do Estado e nas altas esferas da sociedade.

foto e reportagem GAZETA DO POVO

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