Canadá inicia testes em humanos de vacina experimental contra ebola

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Uma vacina experimental contra o ebola, desenvolvida no Canadá, será testada em humanos, na expectativa de produzi-la em larga escala para combater a epidemia da febre hemorrágica no oeste da África, informou nesta segunda-feira (13) a ministra canadense da Saúde, Rona Ambrose.

 

Na primeira fase de testes clínicos, a vacina será administrada a 20 voluntários do Instituto de Pesquisas do Exército Walter Reed, nos Estados Unidos, para calibrar a dosagem, a eficácia e eventuais efeitos colaterais do imunizante.

 

Os resultados iniciais da vacina, denominada VSV-EBOV, e desenvolvida por pesquisadores do Laboratório Nacional de Microbiologia em Winnipeg, estarão disponíveis em dezembro, explicou Ambrose a jornalistas durante coletiva de imprensa em Calgary.

 

A ministra disse esperar que “pesquisas avançadas sobre esta vacina experimental vão ajudar a responder a esta crise global”.

 

Em agosto passado, o Canadá forneceu quase mil doses da vacina para a Organização Mundial da Saúde, mas elas permaneceram em Winnipeg e a OMS não decidiu se vai usá-las ou não.

 

Ambrose disse na segunda-feira que os testes clínicos “são um passo importante na resposta a algumas das considerações éticas sobre o fornecimento de uma vacina experimental para ajudar a controlar a epidemia”.

 

Até agora, a epidemia de ebola matou mais de 4 mil pessoas de um total de 7.300 infectados desde o começo do ano, sobretudo em países do oeste da África, como Guiné, Libéria e Serra Leoa.

 

ebolagrafico

 

G1

Terra

Imagem da internet

 

 

 

Hamburg Süd batiza “Cap San Antonio” em Le Havre

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 - Navio tem capacidade para 9.600 TEUs e entrará no serviço entre Europa e a Costa Leste da América do Sul

 

São Paulo, outubro de 2014 – Na última semana, a Hamburg Süd batizou o porta-contêineres “Cap San Antonio” no Porto de Le Havre, na França, em um evento que contou com a presença de clientes e parceiros de negócios. A madrinha do navio é Veronika Schüller, esposa de Stephan Schüller, presidente da Comissão Geral de Sócios da Bankhaus Lampe KG.

O “Cap San Antonio” é um dos novos navios de uma série de seis idênticos denominada “Cap San”, construído para a Hamburg Süd no estaleiro Hyundai Heavy Industries, em Ulsan. Contam com uma capacidade de transporte de 9.600 TEUs e são considerados os maiores da empresa em operação. Com 2.100 tomadas para contêineres reefer, oferecem a maior capacidade do mercado para cargas refrigeradas. O transporte desse tipo de produto é uma das especialidades da Hamburg Süd.

O Porto de Le Havre, que se uniu aos portos de Rouen e Paris para formar a rede HAROPA em 2012, é um importante centro de transbordo de cargas para a Hamburg Süd. A partir dele, o “Cap San Antonio” vai seguir para Santos através do serviço entre Europa e a Costa Leste da América do Sul.

Capacidade 124.500 tdw
Capacidade dos contêineres 9.600 TEUs
Plugs para contêineres refrigerados 2.100
Comprimento total 333.2 m
Comprimento entre perpendiculares 318.00 m
Largura 48.2 m
Calado máximo 14 m
Velocidade 21 kn
Potência do motor principal 40.670 kW
Sobre a Hamburg Süd
Fundada em 1871, a Hamburg Süd é um dos maiores grupos operando no transporte marítimo e está presente nas Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, seja diretamente ou através de empresas coligadas. A Hamburg Süd, adquirida pelo Grupo Oetker no fim da década de 40, também é um dos maiores especialistas no transporte de cargas congeladas e refrigeradas.

Em 2013, a empresa movimentou 3,3 milhões de TEUs. O maior fluxo de mercadorias concentra-se nos trechos Brasil e Argentina para a Europa. Nesta rota, os produtos mais transportados são café, tabaco, autopeças, carne, frango e frutas. Na rota inversa aparecem os produtos químicos e autopeças.

Jornalismo sem fins lucrativos - conteúdo que transforma

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Ainda não é imprensa do povo, pelo povo ou para o povo, como o presidente americano Abraham Lincoln se referiu à democracia no discurso de Gettysburg, ante um país destroçado pela Guerra Civil. Ou nem tão radical quanto o mundo idealizado por Karl Marx, para quem a primeira liberdade de imprensa consiste em não ser uma indústria. Mas o "ProPublica", jornal eletrônico sem fins lucrativos que dá poder (e dinheiro) a duas dúzias de repórteres, não só incomoda governos, corporações e lobistas, como também revigora a própria mídia.

 

Desde 2008, quando começou a operar em Nova York com uma dotação inicial de US$ 10 milhões da Sandler Foundation, já ganhou dezenas de prêmios, inclusive dois Pulitzers, fez os leitores se arrepiarem com as histórias do furacão Katrina, estancou a prática de corromper médicos com presentes na indústria farmacêutica e pôs gente na cadeia com revelações sobre Wall Street. Foram os primeiros prêmios dessa importância a ser dados a um jornal que, como se diz aqui, não corta árvores para informar pessoas. Recentemente, o "ProPublica" anunciou que chegou a 90 parcerias na imprensa tradicional, a começar pelo maior de todos os jornais, o "New York Times".

 

Segredo do sucesso? "Dar poder aos repórteres para decidir quanto tempo [e outros recursos] será necessário para investigar uma boa história", diz Stephen Engelberg, o editor-chefe que fez carreira como repórter investigativo do "Times" (veja entrevista na pág. 26). "Mas o fundamental é que os nossos parâmetros de sucesso não são medidos pela audiência ou pela lucratividade e, sim, pelas transformações na sociedade que ajudamos a promover por meio da informação", ressalta.

A onda do chamado conteúdo transformador, ou consequente, como se dizia nos anos 70, longe das celebridades e outras aberrações, já atinge pelo menos 170 jornais sem fins lucrativos nos Estados Unidos, geralmente financiados por organizações que não querem deixar o jornalismo morrer: o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas, a MacArthur Foundation, o Pew Research Center, a Ford Foundation e a Carnegie Corporation of New York, entre outras. "Não somos a solução para o futuro do jornalismo tradicional, que está sobre um tremendo estresse, mas apenas uma parte do que se tornará esse setor no futuro", afirma Engelberg.

 

Organizações sem fins lucrativos na mídia americana remontam a 1846, quando foi fundada uma das maiores agências de notícias do mundo, a Associated Press, hoje com 3 mil jornalistas e 243 escritórios em 96 países. Há também outros exemplos de sucesso, como um dos melhores jornais americanos, "The Christian Science Monitor" ou a revista "Consumer Reports", a bíblia da defesa do consumidor, o jornal de esquerda "Mother Jones" ou a PBS ou a NPR, as emissoras públicas de TV e rádio dos Estados Unidos, que funcionam basicamente com as doações da audiência. Apesar de sucesso, o jornalismo filantrópico ainda representa apenas 1% do faturamento da mídia no país.

 

O que se discute agora, no entanto, é se esse formato acabará se tornando majoritário no jornalismo americano, em que a publicidade caiu 49% nos últimos cinco anos, o que motivou a demissão de boa parte dos quase 100 mil jornalistas que atuavam no país, segundo a Newspaper Association of America. Um levantamento do Pew Research Center analisou as finanças, o tráfego on-line e a audiência entre 18 jornais sem fins lucrativos e descobriu que o faturamento está aumentando, os modelos de negócio estão se diversificando e a audiência está começando a crescer.

 

A receita com a publicidade nos jornais americanos é apenas 46% do que era há sete anos (embora o faturamento on-line esteja aumentando exponencialmente, com ênfase em mobilidade), os 150 mil jornalistas americanos foram reduzidos a 53 mil - o menor nível desde 1978 - e, segundo o Pew, os jornais estão perdendo leitores não somente por causa das redes sociais, mas pela baixa qualidade. A publicidade é ainda a grande fonte de receita (69%), enquanto crescem os meios pagos pela própria audiência (24%) e os meios filantrópicos ou investimentos de capitalistas de risco (1%).

 

Mais de 15% dos adultos americanos hoje consultam mídia sociais para se informar sobre praticamente tudo. E, mais ainda, segundo o American Press Institute, 69% acessam notícias em celular ou tablet. Ou seja, a solução (até agora, pois pode ainda mudar) é misturar a geração de notícias, mídias sociais e mobilidade em uma só plataforma, como tenta o jornal "The New York Times" em seu novo serviço, o NYT Now. Como compara o articulista da revista "Wired" Frank Rose, os smartphones estão trazendo uma era dourada para o jornalismo. "Se você andasse de metrô em Nova York há alguns anos, veria que os passageiros competiam na arte de dobrar os jornais várias vezes, de forma que não incomodassem outros passageiros. O jornal ficava do tamanho de um tablet - é o que estamos vendo hoje com a leitura de notícias nos celulares."

 

Como indústria, a produção de notícias nos Estados Unidos gera US$ 65 bilhões por ano, segundo uma pesquisa do Pew Research Center. O mesmo instituto chama a atenção para a escala: só o Google, que afetou boa parte indústria jornalística com o Google News, gera US$ 58 bilhões ao ano. O setor tecnológico hoje tem tanto dinheiro que praticamente está transformando o meio (tablets, celulares e games, por exemplo) em mensagem. Daí a explosão de negócios, como a compra do "Washington Post" pelo bilionário Jeff Bezos, da Amazon, ou dos investimentos de outro bilionário, Pierre Omidyar, fundador da Ebay, no First Look Media, ou ainda a compra do "News Republic" por um terceiro bilionário, Chris Hughes, cofundador do Facebook.

Por Pedro Augusto Leite Costa  - Para o Valor, de Seattle

Papiro citando a Santa Ceia pode ser o mais antigo amuleto do cristianismo

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Um fragmento de papiro com referência à Santa Ceia pode ser o mais antigo amuleto do Cristianismo. O pedaço de papel foi descoberto por uma pesquisadora entre milhares de papiros mantidos na biblioteca da Universidade de Manchester, no Reino Unido.

 

A responsável pelo achado, Roberta Mazza, diz que ele provavelmente foi usado dobrado em um pingente como amuleto de proteção. “Foi uma descoberta importante e inesperada. Trata-se de um dos primeiros registros de uso de magia no contexto do cristianismo e o primeiro amuleto com referência à Santa Ceia”, diz Mazza.

O fragmento é provavelmente originário de uma cidade do Egito. Seu texto traz uma mistura de trechos dos Salmos e do evangelho de Matheus. “Na época, cristãos começaram a utilizar passagens da Bíblia como amuleto de proteção”, diz Mazza. “Por isso, este achado marca o início de uma importante tendência”, completa.

Análises de carbono indicam que o papiro data de período entre os anos de 574 e 660. O criador provavelmente transcreveu trechos da Bíblia de que lembrava de cabeça, ao invés de copiá-los. Segundo a pesquisa, há erros de ortografia e palavras que não estão na ordem correta, como estão na Bíblia.

A íntegra do texto diz:

“Temei o que governará sobre a terra.

Saibam nações e povos que Cristo é o nosso Deus.

Pois ele falou e tudo veio a ser, ele mandou, e tudo foi criado; ele colocou tudo sob os nossos pés e nos libertou da cobiça de nossos inimigos.

Nosso Deus preparou uma Ceia Sagrada no deserto para o povo e deu o maná da Nova Aliança para comermos, o corpo imortal do Senhor e o sangue de Cristo derramado por nós para a remissão dos pecados”.

A passagem foi originalmente escrita na parte de trás de um recibo usado para pagamento ou cobrança de imposto. Um texto quase ilegível faz referência à coleta de tributos da vila de Tertembuthis, localizada no interior de Hermópolis, cidade da antiguidade onde hoje está localizada El Ashmunein, no Egito.

“Provavelmente, a pessoa que utilizou as costas do papiro para escrever o texto do amuleto era dessa mesma região”, diz Mazza.

A descoberta será apresentada por Roberta Mazza em conferência internacional. Em seu estudo, ela mostra que cristãos adotaram a prática egípcia de usar amuletos para proteger seu portador e afastar perigos. Segundo a pesquisadora, a prática pode ser verificada ainda hoje, no uso de escapulários e orações em santinhos.

A pesquisa foi publicada na revista especializada Zeitschrift für Papyrologie und Epigraphik.it. (Fonte: UOL)

8 a 15% da riqueza financeira estão em paraísos fiscais

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Estima-se que entre 8% e 15% da riqueza financeira líquida mundial estejam emparaísos fiscais, a maior parte sem registro, o que gera perda de recursos públicos de US$ 190 bilhões a US$ 290 bilhões por ano. Os dados fazem parte do Relatório de Comércio e Desenvolvimento 2014 – publicação anual da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad) – lançado nesta quarta-feira (10).


“Entre US$ 66 bilhões e US$ 84 bilhões são perdidos por países em desenvolvimento, o que equivale a dois terços do valor anual da Ajuda Pública ao Desenvolvimento”, destaca o texto.
O documento critica a queda das tarifas comerciais ao reduzir muito a arrecadação de impostos sobre o comércio exterior, bem como a maior mobilidade do capital e o uso intensivo de paraísos fiscais. Segundo o relatório, isso tem alterado as condições para a tributação sobre a renda e a riqueza. “Os acordos de governança que evoluíram na era da globalização liderada pelas finanças deram liberdade demais às empresas privadas e reduziram demais o espaço para a ação do governo.”
O relatório defende que para regular as finanças domésticas é necessário que os mercados financeiros internacionais também sejam regulamentados. Para isso, é preciso conceder papel mais proeminente para instituições como o Comitê de Especialistas em Cooperação Internacional em Matéria Fiscal das Nações Unidas e adotar uma convenção internacional contra a fraude e a evasão fiscais. “A concorrência fiscal entre países, para atrair ou reter investidores estrangeiros, acaba por provocar um nivelamento fiscal por baixo.”
Em relação às empresas, o principal veículo de evasão fiscal ou de evasão e fuga de capitais dos países em desenvolvimento é o uso indevido de "preços de transferência” – quando as empresas internacionais definem preços para bens e serviços fornecidos a diferentes partes de sua rede de forma a gerar lucros ou perdas que minimizem o pagamento de impostos. A estimativa da Unctad é que os países em desenvolvimento estejam perdendo mais de R$ 160 bilhões de dólares por ano, valor bem superior ao da soma dos orçamentos de ajuda dos países desenvolvidos.
A Unctad observa ainda que a arquitetura fiscal internacional não se adaptou adequadamente a essa realidade. “Os centros financeiros offshore e as jurisdições sigilosas que os hospedam estão totalmente integrados ao sistema financeiro global e a quantidade significativa de fluxos comerciais e de capital é canalizada por meio deles. O uso dessas jurisdições hoje faz parte da prática empresarial 'normal' na maior parte das grandes empresas e bancos.”
Mobilizar a receita fiscal nacional é fundamental, de acordo com o relatório, que reconhece os esforços recentes destinados a melhorar a transparência e o intercâmbio de informações sobre questões fiscais. O alerta, entretanto, é sobre o fato de que tais iniciativas são, na maioria, lideradas pelas economias desenvolvidas – algumas das quais abrigam jurisdições sigilosas e poderosas corporações transnacionais.
Com isso, o texto constata que governos de países ricos e pobres precisam ampliar os gastos públicos em infraestrutura, serviços básicos e transferências sociais, além de financiar investimentos, para reverter o atual quadro econômico de lento crescimento. “Com níveis mais elevados de renda média, surgem uma base tributária mais ampla e fontes mais confiáveis de arrecadação por parte do Estado”, informa o relatório. “A atual estrutura da economia global está dificultando a expansão das receitas”, acrescenta.
Para evitar o risco de uma queda acentuada do crescimento, o documento orienta que os países em desenvolvimento deem menos ênfase às exportações aos países desenvolvidos e mais destaque às demandas doméstica e regional.

Agência Brasil

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