Fatma começa a utilizar drones no licenciamento ambiental

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Técnicos da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) vão utilizar pela primeira vez Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), conhecidos como drones, no licenciamento ambiental. A ação será nesta quinta-feira, 23, durante vistoria do Complexo Eólico Contestado, em Água Doce, região Oeste do Estado.

“A Fatma foi o segundo órgão brasileiro a implementar a utilização de drones de acordo com as normas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo e têm recebido solicitações de outras instituições para ministrar cursos e parcerias”, conta o assessor de auditoria interna da Fatma e responsável pelo projeto, Mario Henrique Vicente.

A Fundação conta com cinco drones. “Vamos adquirir mais 14 nos próximos dias e mais 36 servidores receberão treinamentos. Em breve também teremos um sistema de processamento que vai permitir uma análise completa e mais rápida das imagens captadas”, explica o diretor Administrativo e Financeiro da Fatma, André Adriano Dick. Os veículos aéreos possuem sensor termal e infravermelho que ajudarão na identificação de focos de incêndio, fiscalização de caça ilegal e também no licenciamento. Os equipamentos têm autonomia de 28 minutos.

Histórico dos drones

A Fatma recebeu a autorização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para utilizar drones em fevereiro deste ano. De acordo com o documento, os equipamentos da Fatma deverão voar no máximo em uma altura de 120 metros e podem pesar até 25 quilos. Todos os usuários têm que ter mais de 18 anos e atender os requisitos exigidos pela Agência. Os treinamentos, teóricos e práticos começaram em junho deste ano, sem prazo para terminar. Os servidores aprendem sobre legislação, segurança, utilização e processamento das imagens captadas. No total, 20 técnicos da Fatma receberam a capacitação inicial. Representantes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental e Epagri também participam dos encontros.

Câmara Técnica

Todo o treinamento é dado pelos membros da Câmara Técnica da Auditoria Ambiental de Precisão e Desenvolvimento e Aplicações do VANT, liderada pelo assessor de Auditoria Interna, Mário Vicente, e formada pelos servidores Carlos Cassini, Diego Hemkmeier, Davi Vieira da Rosa, André Adriano Dick e Adrio Peixoto Centeno. O treinamento também conta com o apoio do capitão Átila Medeiros Sarte, do Corpo de Bombeiros.

Combate ao maruim é tema de reunião em Jaraguá

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Uma audiência pública para discutir o combate ao maruim será realizada na próxima segunda-feira (27), às 19h, na sede da AMVALI, em Jaraguá do Sul. Participam da reunião pesquisadores, agricultores e a população que tem sofrido com a proliferação deste mosquito. Mais de 50 municípios de Santa Catarina, principalmente na região Norte e Litoral Norte convivem com o inseto.
Um dos palestrantes do evento será o pesquisador Luiz Américo de Souza que desde 2006 faz estudos para encontrar um predador natural do mosquito. Em uma reunião com o deputado estadual Patrício Destro (PSB), presidente da Comissão de Proteção Civil e proponente da audiência, Luiz Américo afirma que tem feito pesquisas com apoio da AMVALI e constatou que a clorofila pura pode ser uma alternativa, pois pelo processo de fotossíntese ela se transforma em um alimento que mata o maruim.
A médica Eva do Nascimento que atende no Posto de Saúde 1, bairro Seminário, em Corupá, conta que principalmente crianças e idosos são os principais prejudicados. “Com a chegada do verão a procura por consulta é ainda maior. A situação é tão crítica que muitas vezes a criança desenvolve uma alergia grave que não é possível tratar apenas com antialérgico. Elas acabam sendo medicadas com antibiótico por apresentarem uma infecção bacteriana e precisam ser encaminhados para especialistas em alergia”. A própria profissional relata que por ser alérgica tem restrições sociais. “Eu não consigo visitar os pontos turísticos da cidade, por exemplo. Os mosquitos estão em todas as partes, salão de beleza, bancos, escolas”, argumentou.
São mais de 1.400 espécies catalogadas do mosquito e a principal dificuldade encontrada por quem estuda o assunto no Brasil e em países como a Alemanha e Portugal é encontrar um produto que seja nocivo a esse inseto. Desde 2006 o assunto é tema de pesquisas no Norte de Santa Catarina e em algumas regiões, principalmente onde há grandes áreas destinadas ao cultivo de banana, é praticamente impossível ficar sem o uso de telas em janelas e portas e repelente.
“Nós queremos ter um avanço nas informações sobre o combate ao maruim, por isso estamos reunindo os pesquisadores e a comunidade. É por meio das reclamações da população que os estudos poderão ser aprofundados em cada área. Não podemos deixar que o mosquito se prolifere ainda mais, pois pode se tornar um problema de saúde pública”, concluiu Patrício Destro.

Serviço
O que: Audiência pública de combate ao maruim
Quando: segunda-feira (27), às 19h
Onde: AMVALI – Rua Arthur Gumz, 88 – Vila Nova – Jaraguá do Sul
Quanto: Gratuito

Prefeitura de Guaratuba anuncia novo mutirão de limpeza

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A Prefeitura de Guaratuba anunciou, nesta sexta-feira (17), que está realizando um novo mutirão de limpeza e manutenção pela cidade.

No início do ano, foi lançado o projeto “Bairro a Bairro”, que praticamente não passou do primeiro, o Coroados.

De acordo com o site oficial, desta vez participam as secretarias de Obras, do Meio Ambiente e Urbanismo. “A cidade foi dividida em 27 setores e as secretarias irão atuar de forma conjunta, conforme o calendário que está sendo organizado de solicitações e definições de prioridades”.
Entre os serviços anunciados estão roçada, coleta de entulhos, manutenção de calçadas, limpeza da orla, varrição, conserto de rampas, adequação de banheiros, troca de manilhas e pinturas.

Mutirão de notificações

A Prefeitura aproveita para lembrar que “a limpeza, roçada e manutenção das calçadas, passeio, rampas e lixeiras, assim como, limpeza, roçada e retirada de entulhos de terrenos baldios, são de responsabilidade de moradores e proprietários”.

E alerta:

Por Lei (1.173/2005) a Prefeitura pode e deve notificar e multar quem depositar entulhos de qualquer espécie nas calçadas e passeios ou não promover a limpeza e roçadas dos terrenos baldios particulares.

“Após a passagem do mutirão de limpeza e manutenção pelos setores, haverá um mutirão de notificações e multas daqueles imóveis que estiverem irregulares”

Área rural – Dentre as ações da semana, na área rural foi realizado patrolamento em algumas estradas da comunidade do Cubatão. O secretário de Obras, Mário Edson Fischer, percorreu todas as estradas da região fazendo levantamento de necessidades da área rural. Também esteve nesta sexta-feira (17), acompanhado do secretário do Meio Ambiente, Vicente Variani, no Salto do Parati para planejar a reforma da ponte pênsil.

do Correiodolitoral.com

Ocupação desordenada próxima a praias muda configuração do litoral de SC

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agua avança

O mar sempre volta para buscar aquilo que lhe é tomado. Sabedoria popular de quem vive no litoral, a frase nunca fez tanto sentido. Desde o início do inverno, as águas avançaram com força sobre as praias catarinenses, arrancando estruturas de concreto, contorcendo vergalhões de ferro, derrubando construções de tijolos. Uma destruição implacável que já levou seis municípios do Estado a decretar situação de emergência.

Não há uma razão única para explicar a intensidade do que ocorreu neste ano. Uma combinação incomum de fenômenos naturais causou ressacas avassaladoras em diversos pontos do Estado, assustando moradores e turistas. Praias que antes tinham largas faixas de areia, como o Matadeiro, em Florianópolis, o Ervino, em São Francisco do Sul, ou o Balneário Cambiju, em Itapoá, foram tomadas pelo mar e, hoje, têm poucos metros de terra firme. A soma de eventos meteorológicos persistentes com a ocupação desordenada de áreas próximas às praias fazem parte dessa equação que resultou na erosão no litoral.

– Geralmente, isso ocorre em praias bem urbanizadas, que tiveram crescimento desordenado sem respeito à restinga, que seria uma área de amortecimento natural. É normal este processo erosivo nas dunas e restingas, o problema é quando tem ocupação urbana nessas áreas – afirma o gerente de monitoramento e alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, Fred Rudorff.

A praia dos Ingleses, na Capital, foi uma das mais afetadas. Se dois anos atrás havia uma faixa de areia de quase 30 metros de largura, hoje são menos de 10 metros. Os moradores mais antigos garantem que isso acontece de tempos em tempos, mas que dessa vez o impacto foi maior por causa das construções.

– Toda vida essa maré existiu, só que em outros tempos não tinha bar e casa na beira da praia.

As pessoas invadiram o mar. Para mim, as bruxas perderam o encanto. A Ilha é um coração de mãe que acolhe todo mundo, mas as pessoas que não vivem para o bem são penalizadas. É uma revolta da natureza, porque hoje existe muito individualismo e muitos interesses. A Ilha está perdendo a alma, e as bruxas estão revoltadas – sugere Valdir Santos, de 61 anos, mais conhecido como Valdir Mata-fome, figura característica dos Ingleses.

Se há ou não revolta das bruxas, o fato é que entre os pesquisadores da área, a sensação é de que os moradores e os turistas terão que se adaptar, ao menos por algum tempo, às novas configurações das praias. Alguns arriscam que o prazo para uma recomposição da faixa varie de dois a três anos.

– Foi um evento extremo, que não vai se repetir tão cedo, mas essa recuperação natural é lenta e depende de como a gente vai mexer na zona costeira. A natureza leva a areia, mas traz de volta.

A gente só não pode fazer mais besteira, como colocar pedra em tudo, porque isso pode contribuir ainda mais para a erosão no longo prazo – diz Carlos Eduardo Salles de Araújo, pesquisador da Epagri/Ciram do grupo de monitoramento costeiro.


Mudanças climáticas

Em São Francisco do Sul, o avanço do mar causou estragos não só nas praias mais urbanizadas, como também naquelas mais inóspitas. Se em Itaguçu, Ubatuba, Enseada e Prainha a erosão marítima afetou vias públicas, calçadões e a rede de iluminação, na Praia Grande e no Ervino, o mar engoliu parte da Avenida das Dunas, que chegou a ser interditada pela Defesa Civil municipal na altura do Parque Estadual Acaraí. Isso se explica por causa da sobreposição da maré meteorológica à maré astronômica, aliada às fortes ondulações de Leste na costa catarinense, mas há quem diga que é um sinal das mudanças climáticas que começam a dar as caras em todo o planeta como reflexo do aquecimento global.

– O que aconteceu com a Praia Grande, a quantidade de areia que o mar retirou, é uma coisa inexplicável. A gente via efeitos parecidos esporadicamente, mas não nessa proporção. Acredito que o ser humano vai ter que recuar. Não sei se vamos estar aqui, mas em algum momento vamos ter que subir a serra. A gente também nunca tinha visto a chamada maré seca, esse grande recuo do mar – conta Marcolino Ribeiro, morador da Prainha e comunicador que faz boletim de ondas há 18 anos.

Especialistas contestam que nível do mar está subindo

Apesar de reconhecer que as mudanças climáticas contribuem para eventos naturais mais extremos que o comum, especialistas evitam atribuir essa causa aos fenômenos vistos neste ano no litoral catarinense. De acordo com o físico oceanógrafo da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Felipe Pimenta, a hipótese de que o nível do mar está se elevando tem que ser refutada neste momento.

– Se o nível do mar estivesse subindo, nós teríamos problemas em todas as praias. E não temos. O efeito é localizado, associado à orientação das praias e à maneira que elas interagem com ondulações e ventos atípicos. O ambiente tem a variabilidade natural e, de ano a ano, vai funcionar de maneira mais ou menos previsível, mas a gente sabe que existem alterações no clima que podem ocorrer a cada seis ou sete anos, como o El Niño, por exemplo. Então, é possível que, em determinado momento, certa praia responda de maneira repentina, mas depois volte ao seu ciclo natural.

É essa a esperança de quem vive na faixa litorânea, especialmente nos municípios de Itapoá, Barra do Sul, Barra Velha, São Francisco do Sul, Navegantes e Florianópolis, onde diversas praias foram atingidas pelo avanço do mar neste ano. Às vésperas de mais uma temporada de verão, oportunidade para muitos moradores aumentarem sua renda com o comércio, a expectativa é de que o mar recue para não prejudicar a movimentação de turistas.

– Fizemos uma pesquisa recente com as agências de viagens e não sentimos nenhuma influência (das ressacas) até o momento. A expectativa é de ter uma grande temporada, com aumento de 15% no número de turistas em relação ao ano passado (estimado em mais 8 milhões de pessoas em todo o Estado). (O avanço do mar) impactou, mas a natureza se recupera – afirma o secretário de Turismo, Cultura e Esporte de Santa Catarina, Leonel Pavan.

Apesar do otimismo do poder público, aqueles que vivem do comércio à beira-mar já começaram a sentir os efeitos das ressacas. Rita Ormond, de 51 anos, que é dona de uma loja de artigos de praia na Rua dos Tubarões lamenta a queda nas vendas. O comércio fica em um acesso à praia de Ingleses, que virou uma grande pilha de escombros.

– Tem uns quatro ou cinco meses que estamos penando. As vendas caíram cerca de 80%. O pessoal saía da praia e passava direto aqui, mas depois dessas marés, entramos em desespero.

O buxixo que a gente escuta é que vão limpar, então estamos esperançosas. Espero que mude até o verão, porque dependemos disso – afirma.

Veja o antes e o depois do avanço do mar em Florianópolis:
https://www.youtube.com/watch?time_continue=43&v=JarRlkI9Ksc


Diário Catarinense
Legenda: Praia do Caldeirão, Morro das Pedras, no sul da Ilha de Santa Catarina, em outubro de 2017 - Foto: Marco Favero / Diário Catarinense

Horta Comunitária de Calçada é reconhecida pela ONU após ser multada pela prefeitura

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horta comunitária

Depois de ser multada pela fiscalização urbana, abrir uma discussão na cidade e impulsionar a prefeitura de Curitiba a mudar a legislação municipal, a horta Comunitária de Calçada Cristo Rei recebeu reconhecimento internacional. A iniciativa foi indicada pela Organização das Nações Unidas (ONU) ao primeiro Feed Your City (Alimente sua Cidade, em inglês), projeto que destaca casos de agricultura urbana em pequena escala. A mobilização dos vizinhos para manter a horta após a fiscalização da prefeitura foi mostrada em primeira mão pela Gazeta do Povo em junho.
Ao todo, sete iniciativas foram selecionadas. No Brasil, além da calçada curitibana localizada na Rua Roberto Cichon, foram indicadas ainda projetos em São Paulo, Brasília e Piracicaba. As demais vêm dos Estados Unidos, Costa Rica, México, Canadá.
De acordo com a ONU, o foco dado às Américas se dá porque a região lidera o ranking mundial com a maior proporção de habitantes morando em cidades - hoje com 80% e previsão de 90% em 2050. Por isso, o prêmio serve como uma espécie de incentivo para a criação de projetos de agricultura urbana, como destaque em sustentabilidade, inovação e envolvimento da comunidade.
Exatamente por isso, a organização internacional incentivou a participação de países americanos em projetos relacionados à agricultura urbana em pequena escala. Os critérios para a escolha foram fundamentados nos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (ODIs) e destacaram sustentabilidade, inovação, envolvimento da comunidade, segurança alimentar, participação da juventude e resiliência.
Os indicados receberão um reconhecimento especial na sede da ONU, em Nova York, mas a data do evento ainda não foi confirmada.
Discussão em Curitiba
Após ser fundada na capital paranaense, a horta do Cristo Rei foi denunciada à Secretaria Municipal de Urbanismo (SMU) e os responsáveis foram notificados por utilizarem a calçada para cultivar a horta. Na época, a prefeitura informou que o decreto municipal n° 1066 de 2006 exigia que a única vegetação das calçadas fosse grama, respeitando o “padrão de paisagismo predominante implantado na via”.
No entanto, o prefeito Rafael Greca (PMN) mudou sua opinião após audiência com representantes dessa iniciativa e de outra envolvendo a plantação de bananeiras em uma calçada do Juvevê. As sanções contra os mantenedores das iniciativas foram suspensas e o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) iniciou a preparação de uma nova regulamentação para casos como esses.

 

Gazeta do Povo
Legenda: Horta Comunitária de Calçada Cristo Rei é um dos projetos escolhidos pela ONU no programa Feed Your City.
Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo