Governo de SC entrega à Alesc projeto de lei de reajuste do piso regional

Avaliação do Usuário

bandeira SC

O secretário da Casa Civil do Governo de Santa Catarina, Nelson Serpa, entregou, nesta terça-feira, dia 21 de março, ao presidente da Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina), deputado Silvio Dreveck, o projeto de lei que reajusta em 6,76% o piso regional do Estado para o ano de 2017.
O deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Darci de Matos, informou que não serão poupados esforços para que o projeto tramite o mais rapidamente possível nas comissões e seja colocado em votação em plenário já na próxima semana.
Segundo o diretor de Assuntos Legislativos da Secretaria da Casa Civil, o procurador do Estado Alisson de Bom de Souza, que acompanhou o ato, a proposta prevê o pagamento retroativo a janeiro de 2017.
SAIBA MAIS / FAIXAS DO MÍNIMO REGIONAL EM SC
PRIMEIRA FAIXA
Piso atual: R$ 1.009
Piso proposto: R$ 1.078
Trabalhadores: na agricultura e na pecuária; nas indústrias extrativas e beneficiamento; em empresas de pesca e aquicultura; empregados domésticos; em turismo e hospitalidade; nas indústrias da construção civil; nas indústrias de instrumentos musicais e brinquedos; em estabelecimentos hípicos; e empregados motociclistas, motoboys, e do transporte em geral, excetuando-se os motoristas.
SEGUNDA FAIXA
Piso atual: R$ 1.048
Piso proposto: R$ 1.119
Trabalhadores: nas indústrias do vestuário e calçado; nas indústrias de fiação e tecelagem; nas indústrias de artefatos de couro; nas indústrias do papel, papelão e cortiça; em empresas distribuidoras e vendedoras de jornais e revistas e empregados em bancas, vendedores ambulantes de jornais e revistas; empregados da administração das empresas proprietárias de jornais e revistas; empregados em empresas de comunicações e telemarketing; e nas indústrias do mobiliário.
TERCEIRA FAIXA
Piso atual: R$ 1.104
Piso proposto: R$ 1.179
Trabalhadores: nas indústrias químicas e farmacêuticas; nas indústrias cinematográficas; nas indústrias da alimentação; empregados no comércio em geral; e empregados de agentes autônomos do comércio.
QUARTA FAIXA
Piso atual: R$ 1.158
Piso proposto: R$ 1.235
Trabalhadores: nas indústrias metalúrgicas, mecânicas e de material elétrico; nas indústrias gráficas; nas indústrias de vidros, cristais, espelhos, cerâmica de louça e porcelana; nas indústrias de artefatos de borracha; em empresas de seguros privados e capitalização e de agentes autônomos de seguros privados e de crédito; em edifícios e condomínios residenciais, comerciais e similares, em turismo e hospitalidade; nas indústrias de joalheria e lapidação de pedras preciosas; auxiliares em administração escolar (empregados de estabelecimentos de ensino); empregados em estabelecimento de cultura; empregados em processamento de dados; empregados motoristas do transporte em geral; e empregados em estabelecimentos de serviços de saúde.

 

Da Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Casa Civil de Santa Catarina, com adaptações da Tribuna de Itapoá.

Servidores estão em estado de greve contra a Reforma da Previdência

Avaliação do Usuário

Os servidores municipais de Joinville e Itapoá estão fazendo história. No dia de hoje (15/3) eles paralisaram suas atividades, acompanhando movimento nacional contra a Reforma da Previdência. Pela manhã, uma atividade pública de formação foi realizada na Sociedade Ginástica, com a participação de aproximadamente 3 mil pessoas. Juntaram-se à mobilização trabalhadores dos Correios, professores da rede estadual, estudantes e militantes de diversos movimentos sociais.

O informante da atividade realizada pela manhã foi Serge Goulart, jornalista, autor do livro “Devolvam a nossa Previdência” e dirigente da organização Esquerda Marxista. Ele explicou que o embrião da Previdência foi a mobilização de trabalhadores na Alemanha, ainda no século 19. “O fio condutor das conquistas previdenciárias até hoje”, segundo ele.

No Brasil, as primeiras conquistas neste sentido foram através da organização dos ferroviários e dos trabalhadores dos Correios. De acordo com Serge, foi com muita luta e mobilização que no final dos anos 1980 o país conquistou a Seguridade Social.

No modelo brasileiro, o que mantém as aposentadorias é o sistema de solidariedade entre classes. Segundo Serge, o objetivo do governo Temer é acabar com esse sistema, privilegiando fundos privados e entregando o dinheiro da Previdência brasileira para bancos e empresários. Ele explicou que a expectativa de vida é calculada com base em estatísticas, mas que quanto menor é a renda de um trabalhador, menor é seu tempo de vida estimado. Quem recebe até um salário mínimo, por exemplo, têm uma expectativa de vida de 55 anos e, na melhor das hipóteses, teria direito a se aposentar aos 65 anos.

Servidores deflagram estado de greve
Para o presidente do Sinsej, Ulrich, essa Reforma é uma afronta ao trabalhador, que terá que trabalhar até a morte sem chance de se aposentar. Na luta contra esse ataque, ao fim da atividade, em regime de votação, os servidores decidiram entrar em estado de greve. Na próxima segunda-feira (20/3), às 19 horas, acontecerá uma nova assembleia em Joinville para deliberar sobre paralisação por tempo indeterminado, a partir da análise do movimento nacional dos trabalhadores contra a Reforma. Os servidores de Itapoá reúnem-se no mesmo dia e horário. Em ambas as cidades o local ainda será confirmado.

Além da deflagração do estado de greve e agendamento de nova assembleia, os servidores aprovaram a palavra de ordem “Fora Temer e o Congresso Nacional”.

À tarde, os trabalhadores dirigiram-se à Praça da Bandeira, onde ocorreu um ato convocado pelo Fórum de Lutas em Defesa dos Direitos de Joinville e Região.

SINSEJ

Governo Federal libera R$ 2 milhões para ações contra enchentes em Joinville

Avaliação do Usuário

enchente jll
O dinheiro deve ser aplicado em microdrenagens, limpeza de valas e desobstrução de tubulações com uso de hidrojato.

 

A Secretaria de Estado da Defesa Civil de Santa Catarina confirmou nesta quarta-feira a liberação pelo Ministério da Integração Nacional dos recursos do Plano de Resposta aos danos provocados em Joinville pelas enchentes do final do mês de janeiro da ordem de R$ 2.092.840,00, que serão aplicados em ações de microdrenagens, limpeza de valas e desobstrução de tubulações com uso de hidrojato.

A informação foi passada diretamente ao prefeito Udo Döhler pelo secretário de Estado da Defesa Civil Rodrigo Moratelli, em audiência que contou com a presença dos secretários municipais de Proteção Civil e Segurança Pública, Cesar Nedochetko; e da Infraestrutura, Romualdo França.

As intensas chuvas ocorreram no dia 30 de janeiro alcançando o acumulado de 143 mm em 24 horas, correspondente a 60% da média histórica para aquele mês, ocasionando inundações, alagamentos e deslizamentos de terra na área urbana atingindo os bairros Jardim Paraíso, Aventureiro, Paranaguamirim, João Costa, Parque Guarani, Jarivatuba, Santa Catarina, Nova Brasília, Floresta, Profipo, Boehmerwald, Itaum, Petrópolis, Fátima, Guanabara, Bucarein, Anita Garibaldi, Atiradores, Glória e Centro.

Logo em seguida, no dia 2 de fevereiro, Joinville decretou Situação de Emergência (Decreto número 28.385/2017) e protocolou no Governo Federal o pedido de liberação de R$ 19,8 milhões para o restabelecimento de serviços essenciais atingidos no dia 30 de janeiro. O decreto relata que as enchentes atingiram 94 mil pessoas, 33 mil unidades habitacionais e 3.400 estabelecimentos comerciais.

Na audiência desta quarta-feira o secretário de Estado Rodrigo Moratelli avaliou com o prefeito outras ações relacionadas aos danos da enchentes como a contenção da encosta do Morro da Formiga, a ponte da Estrada do Saí e o projeto e licença ambiental da macrodrenagem do rio Itaum-Açu.

Esses assuntos serão tratados em Brasília na próxima semana quando o prefeito Udo Döhler terá audiências no Ministério da Defesa Civil, Tesouro Nacional e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

 

A NOTÍCIA

Binário da rua Santa Catarina com a São Paulo será ampliado no final de semana

Avaliação do Usuário

BINARIO SC

Os agentes de trânsito estarão no local para orientar os motoristas.

 

O binário da rua Santa Catarina com a rua São Paulo será ampliado e estará em pleno funcionamento a partir do dia 18 de março.

O trecho da rua São Paulo passará a ser mão única também no trecho da rua Augusto Schmidt até a rua Barra Velha (sentido Norte). A rua Santa Catarina, por sua vez também passará a ser mão única da rua Barra Velha até a rua Augusto Schmidt (sentido Sul).

A rua Barra Velha fará a ligação da rua São Paulo para a rua Santa Catarina e a rua Augusto Schmidt fará a ligação da rua Santa Catarina para a São Paulo.

O Detrans irá implantar as mudanças de sinalização vertical, horizontal e semafórica nas vias, na noite de 17 de março, sexta-feira, e no sábado, dia 18. Há possibilidade das obras de sinalização seguirem durante o domingo, dia 19. Os agentes de trânsito estarão no local para orientar os motoristas.

Esta é mais uma etapa da implantação do binário da rua Santa Catarina com a rua São Paulo. O objetivo é melhorar a fluidez e segurança no trânsito.

Em caso de chuva a implantação será prorrogada no final de semana seguinte.

 

A NOTÍCIA

Servidores definiram pauta e paralisam dia 15

Avaliação do Usuário

A assembleia dos servidores de Joinville deflagrou na noite desta segunda-feira, por unanimidade, a paralisação da categoria na quarta-feira (15/3), contra a Reforma da Previdência que tramita com urgência no Congresso e atinge diretamente os servidores.


Os servidores também decidiram a pauta de reivindicações que será apresentada à Prefeitura na Campanha Salarial deste ano. Ela inclui a revisão dos vencimentos pelo INPC acumulado no período entre 1º de maio de 2016 e 30 de abril de 2017; reajuste de 5%, de modo a recuperar parte das perdas salariais históricas da categoria; equiparação do valor do vale-alimentação ao valor pago na CIA. Águas de Joinville (R$ 680,68), entre várias outras pautas de caráter econômico e social. A pauta será entregue ao prefeito Udo Döhler com a solicitação de abertura da mesa de negociação.

Dia 15 de março

A paralisação será de um dia inteiro e inicia com uma importante atividade pública contra a Reforma da Previdência, às 9 horas, na Sociedade Ginástica, com informe de Serge Goulart, jornalista e autor do livro Devolvam a Nossa Previdência.

Nesta data, categorias de todo o país estarão paradas, atendendo ao chamado de suas centrais sindicais. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) chama greve por tempo indeterminado a partir desse dia. No final da manhã do dia 15, os servidores de Joinville decidirão sobre adesão a este movimento.

Na assembleia desta segunda, o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter, explicou os impactos da Reforma da Previdência na vida de todos os trabalhadores brasileiros e ressaltou a importância da mobilização neste momento. “Temos hoje duas alternativas: ou a gente se levanta e enfrenta ou acabou a aposentadoria”, disse. “Isso é um exagero, a única forma de impedir é os trabalhadores se colocarem em marcha, como já fizeram tantas vezes na história”.

Ulrich ressaltou que ninguém mais no país poderá se aposentar antes dos 65 anos e que, para isso, será necessário contribuir ininterruptamente por 49 anos, o que torna quase impossível o acesso ao benefício nesta idade. Além disso, se todos esses critérios forem cumpridos, o valor recebido será apenas da média das contribuições. As mulheres são especialmente atacadas, já que elas passam a ter a idade mínima igualada. Os professores perdem a aposentadoria especial e a regra de transição para quem tem mais de 50 anos também retira direitos. Além disso, a idade mínima de 65 anos aumentará atrelada ao aumento da expectativa de vida. Todas as regras valem para os trabalhadores do setor público, que deixarão ainda de ter seus benefícios vinculados aos reajustes concedidos aos servidores ativos. “A Reforma da Previdência é o fim da aposentadoria, independente do regime de previdência em que estamos integrados”, explicou o presidente do Sinsej, Ulrich Beathalter.

Todos os movimentos sociais, entidades sindicais e do movimento estudantil da região, bem como toda a comunidade, estão convidados a somarem-se à luta.

 

SINSEJ