"Saúde de SC é a melhor do país", diz secretário adjunto do Estado

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Em entrevista ao Diário Catarinense neste sábado, o secretário adjunto de Estado da Saúde para assuntos finalísticos, Murillo Capella, comentou a crise na pasta e as perspectivas de melhora. Ao citar os baixos índices de mortalidade infantil do Estado, Capella disse que SC é exemplo na saúde ao se olhar o cenário como um todo e não alguns “focos como vem sendo feito”.

A secretaria da Saúde havia prometido em junho um estudo com medidas para amenizar o rombo da dívida. Onde está esse estudo e o que está sendo feito efetivamente para resolver o problema?
Desde que o doutor Vicente (Caropreso, secretário de Estado da Saúde) assumiu, em 17 de janeiro, ele tem procurado reunir as seis superintendências, aquelas que administram cada área da secretaria, e nessas reuniões são levantados os principais temas da saúde no Estado e buscado soluções. Então semanalmente se busca solucionar.

A secretaria estava fazendo uma série de auditorias nos contratos. Já existe algum resultado dessas auditorias?
Dessas auditorias, em diálogo com fornecedores, obtivemos um total de 20% de desconto nos contratos.

Em reais isso representa quanto?
Aí já não sei, sei só o percentual.

Na quarta-feira o governador publicou em suas redes sociais um vídeo falando novamente na aplicação de R$ 400 milhões na saúde até o fim do ano. De onde vai vir esse dinheiro?
Segundo ele próprio, vem do programa de refinanciamento (Refis), de alguns saldos do Porto São Francisco e de contratos do plano do SC Saúde. Além do que já foi passado para o Cepon por meio de doações da agroindústria e de particulares.

Qual a posição da pasta sobre essas doações, diante de um contexto nacional em que vemos relações escusas entre empresas e governo? Isso não pode gerar problemas?
Acho que não porque aqui (em SC) há seriedade, existe honestidade e seriedade em tudo o que se faz.

Mas a Lava-Jato também respingou em SC, não?
Olha, tudo isso (as doações) é feito através da (secretaria de Estado da) Fazenda, não da Saúde. Não posso responder. O que eu posso responder é que qualquer negociação bem feita será benéfica para nós.

Houve aumento de arrecadação, mas parece que a pasta da saúde é a mais afetada.
Houve aumento só agora, em agosto. Um aumento de 9,4% O que eu gostaria de colocar é que a empresa Macroplan, que faz estudos a cada dez anos sobre a gestão estadual, realizou um estudo e publicou o último resultado na revista Exame. Ela analisou nove indicadores: saúde, educação, segurança, infraestrutura, condições de vida etc. E a saúde de Santa Catarina é a melhor do país. Porque eles fazem análise de uma ‘macro situação’, e não de focos como vem sendo feito. E por que é a melhor do país? Porque o principal indicador é a mortalidade infantil, e a expectativa de vida. Nossa taxa de mortalidade infantil é de 9,2 por mil, ou seja, de cada mil crianças que nascem, 9,2 morrem no primeiro ano de vida. Esse número é comparável a números de países como Finlândia, Noruega, Suécia, Japão. E a taxa de mortalidade infantil é um indicador de como um todo, um país ou um Estado, vai bem.

Mas o senhor concorda que temos um problema?
Problema temos, (existe problema) tem em todas as áreas, até aqui (na NSC).

E porque chegamos a este ponto na saúde do Estado?
Tem vários motivos. Primeiro é a crise nacional, que repercute no país como um todo. Segundo, isso levou a uma queda na arrecadação. Terceiro, enfrentamos o problema da judicialização, que já nos levou R$ 220 milhões. Não digo que a judicialização não seja necessária, mas até o Conselho Nacional de Justiça está tomando medidas, no país, para tentar minimizar esses valores. Além disso, tem as novas tecnologias, a exigência de novos equipamentos. Vai aumentando a dívida. Agora não é rombo, rombo lembra roubo. É uma dívida. Essa dívida vai ter que ser equacionada.

Quando vamos ver um alívio dessa situação, quando as pessoas que dependem de hospital público, de saúde pública, verão uma melhora?
Mas não deixamos de atender. No ano passado foram realizados 585 mil procedimentos.

Mas entrevistamos pessoas que não conseguiram fazer procedimentos….
Sim, mas não dá para fazer para todos.

Quando vai melhorar?
Quando o governador conseguir fazer aquilo que ele disse na entrevista que ele deu. No ano que vem teremos uma melhora, com certeza.

 

Diário Catarinense

EUA aprovam 'droga viva' contra o câncer

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eua cancer

1ª terapia contra câncer que reestrutura sistema imunológico do paciente.


Os Estados Unidos aprovaram o primeiro tratamento que reestrutura o sistema imunológico do paciente para atacar o câncer.
A agência reguladora de medicamentos do país - a FDA - diz que a decisão foi um momento "histórico" e que a medicina agora "entra em uma nova fronteira".
A companhia Novartis cobra US$ 475 mil (R$ 1,5 milhão) pela terapia da "droga viva", que deixa 83% das pessoas livres de um tipo de câncer no sangue.
A droga é fabricada sob medida para cada paciente, ao contrário de terapias convencionais contra o câncer, como a cirurgia e a quimioterapia.

Chama-se CAR-T e é feita a partir da extração de leucócitos - glóbulos brancos - do sangue do próprio paciente.
Os leucócitos são então geneticamente reprogramados para serem capazes de buscar e matar o tumor.
As células modificadas são, então, reinseridas no paciente e, quando encontram o alvo, se multiplicam.
'Extremamente emocionante'
Scott Gottlieb, do FDA, afirmou: "Estamos entrando numa nova fronteira na inovação médica com a habilidade de reprogramar as células do próprio paciente para atacar um câncer mortal".
"Novas tecnologias tais como as terapias genéticas e celulares têm o potencial de transformar a medicina e criar um ponto de inflexão em nossa capacidade de tratar e até curar muitas doenças intratáveis".
A terapia, que será comercializada pelo nome Kymriah, será usada contra a leucemia linfoblástica aguda.
A maioria dos pacientes responde à terapia tradicional, e o Kymriah foi aprovado para o caso de doentes que não respondem ao tratamento.
Stephan Grupp, que tratou da primeira criança com o CAR-T no Hospital das Crianças na Filadélfia, diz que a nova terapia respondeu de forma "extremamente emocionante".
"Nunca tínhamos visto algo assim antes", acrescentou.
O primeiro paciente a se beneficiar do tratamento chegou perto de morrer, mas está livre do câncer há mais de cinco anos.
Dos 63 pacientes tratados com a terapia CAR-T, 83% entraram em remissão em um prazo de três meses, e informações de longo prazo ainda estão sendo coletadas.
No entanto, a terapia tem riscos. Ela pode causar a síndrome da liberação de citocinas, uma condição grave causada pela rápida proliferação das células CAR-T no corpo. Ela pode ser controlada com o uso de drogas.
Nova era
Mas o potencial tecnológico do CAR-T vai além de apenas um tipo de câncer.
David Maloney, diretor médico de imunoterapia celular do Centro de Pesquisa de Câncer Fred Hutchinson, afirmou que a decisão da FDA foi um "marco".
"Acreditamos que este é apenas o primeiro de vários novos tratamentos com base em imunoterapia para uma variedade de tipos de câncer".
A tecnologia CAR-T se mostrou promissora contra diferentes tipos de câncer sanguíneo.
No entanto, ela não tem apresentado resultados tão promissores contra "tumores sólidos" como o câncer de pulmão ou de pele.
"Os resultados não foram tão incríveis quando você o compara com o da leucemia linfoblástica aguda, mas tenho certeza que a tecnologia irá melhorar num futuro próximo", afirmou Prakash Satwani, um oncologista pediátrico da Universidade Médica de Columbia, nos Estados Unidos.

Estimular o sistema imunológico já é uma das estratégias básicas dos tratamentos modernos de câncer.
Uma variedade de drogas que "retira o freio" do sistema imunológico para fazê-lo atacar o tumor já vem sendo adotada ao redor do mundo.
A tecnologia CAR-T, que dá um passo adiante e reestrutura o sistema imunológico, está num estágio mais inicial.
Peter Johnson, o diretor médico da ONG Cancer Research UK, afirmou: "A primeira terapia celular geneticamente modificada a ser aprovada pelo FDA é um importante avanço".
"Ainda temos muito a aprender sobre como usá-la com segurança e sobre quem pode tirar proveito dela, então é importante reconhecer que este é apenas o primeiro passo."


James Gallagher - BBC News
Legenda Foto: Kymriah é droga que usa tecnologia da imunoterapia para tratar o câncer

Udesc Joinville realiza palestra sobre os riscos das drogas psicoativas

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O Centro de Ciências Tecnológicas (CCT), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Joinville, realizará em 25 de agosto a palestra "Cérebro e drogas psicoativas - Algumas inferências sobre como atuam as substâncias psicotrópicas e as implicações do uso na fase escolar juvenil". O evento será às 14h, no Auditório do Bloco F. A palestra é aberta ao público em geral.

 

O palestrante, Claudiomir Selner, irá revelar o que ocorre no cérebro de uma pessoa, que pode levá-la do uso recreativo ao uso abusivo e à dependência de drogas psicotrópicas. Serão apresentados resultados de pesquisas que indicam fatores adicionais de vulnerabilidades psicológicas e fisiológicas para os jovens entre 12 e 23 anos.

 

Estima-se que cerca de 8 milhões de brasileiros sejam dependentes do uso de substâncias psicoativas, como álcool, maconha e cocaína. Para cada um desses dependentes estima-se que há em média outras quatro pessoas (principalmente familiares) que são negativamente afetadas pelos problemas desencadeados por esses dependentes químicos.

 

Selner é professor do Departamento de Ciência da Computação (DCC) da Udesc Joinville, do Instituto de Parapsicologia e Ciências Mentais de Joinville e da Faculdade Luterana de Teologia. O professor também atua como terapeuta livre, é voluntário em um grupo de apoio a dependentes químicos e pesquisador nas áreas das ciências sociais e neurociências.

 

Assessoria de Comunicação da Udesc Joinville

Semana Mundial de Amamentação

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Apenas 40% das crianças são amamentadas exclusivamente até os seis meses, aponta pesquisa.


A Semana Mundial de Amamentação começou nesta terça-feira e vai até o dia 7 de agosto com o objetivo de incentivar o aleitamento materno e, com isso, melhorar a saúde dos bebês. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a amamentação é uma das formas mais eficazes de garantir a saúde e a sobrevivência dos recém-nascidos. Se toda criança fosse amamentada desde o nascimento até os dois anos, mais de 800 mil vidas seriam salvas anualmente, estimam as entidades.

O levantamento global de amamentação, que avaliou 194 nações, descobriu que apenas 40% das crianças menores de seis meses são amamentadas exclusivamente (sem nada além de leite materno) e apenas 23 países têm taxas de amamentação exclusiva acima de 60%. No Brasil, 39% das mães amamentam seus filhos exclusivamente até os seis meses de vida, segundo o estudo do Unicef e OMS.

As entidades recomendam a amamentação imediata após o nascimento e o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida do bebê. Após o primeiro semestre, deve-se incluir alimentos nutritivos como complementação ao leite. Posteriormente, até os dois anos de vida da criança, o leite materno deverá servir como complemento à alimentação.

Mais de 120 países participam dos eventos e celebrações que neste ano têm como tema "trabalhando juntos para o bem comum". O objetivo é mostrar a importância da sociedade, em especial dos médicos e outros profissionais da saúde, de trabalhar juntos para identificar os métodos eficazes e superar os desafios comuns na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

Investimento

O levantamento foi lançado nesta terça-feira juntamente com uma nova análise que demonstra que é necessário um investimento anual de apenas US$ 4,70 por recém-nascido para aumentar a taxa global de amamentação exclusiva entre crianças menores de seis meses para 50% até 2025, o que poderia gerar US$ 300 bilhões em ganhos econômicos. Um dos compromissos dos Estados-membros das Nações Unidas, como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, é aumentar a taxa de aleitamento materno exclusivo até 50% até 2030.

Segundo a OMS, em cinco das maiores economias emergentes do mundo - China, Índia, Indonésia, México e Nigéria - a falta de investimento na amamentação resulta em aproximadamente 236 mil mortes de crianças por ano e US$ 119 bilhões em perdas econômicas. Para a organização, globalmente, o investimento na amamentação é muito baixo.

"Ao não investir na amamentação, estamos falhando com mães e bebês e pagamos um preço duplo: em vidas perdidas e em oportunidades perdidas", disse o diretor-executivo da Unicef, Anthony Lake, em comunicado.

A amamentação traz benefícios cognitivos e de saúde para bebês e suas mães. É especialmente necessário durante os primeiros seis meses de vida, ajudando a prevenir a diarreia e a pneumonia, duas principais causas de morte em lactentes. Já as mães que amamentam têm um risco reduzido de câncer de ovário e mama, duas principais causas de morte entre as mulheres.

Agosto Dourado

A partir deste ano, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lança a campanha Agosto Dourado, de estímulo ao aleitamento materno. Serão 31 dias, a partir desta terça-feira, de sensibilização de profissionais e da população em geral para a importância do ato de amamentar, buscando o apoio e o estímulo a esse gesto. Além disso, a SBP também quer apoio à mudança na legislação para que seja ampliado o período de licença-maternidade para seis meses, o que possibilitaria à mulher praticar o aleitamento exclusivo de seu filho.

 

Diário Catarinense
Foto: Felipe Carneiro / Agencia RB

SUS disponibiliza curso grátis e online sobre plantas medicinais e fitoterápicos

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Ervas medicinais

Está disponível no site do Sistema Único de Saúde (AVASUS) o curso “Uso de Plantas Medicinais e Fitoterápicos para Agentes Comunitários de Saúde (ACS)”. A capacitação prepara o aluno para o uso seguro das plantas medicinais e fitoterápicos.
O objetivo é orientar os agentes sobre a importância do uso correto de plantas medicinais e fitoterápicos, disponibilizando informações básicas sobre cultivo de plantas medicinais, assim como orientações sobre a preparação e o uso de remédios caseiros.

Além disso, a capacitação promoverá a interação e a troca de experiências entre os profissionais envolvidos, consolidando uma rede colaborativa de aprendizagem. Esse módulo tem como base as diretrizes da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), em conformidade com os princípios estabelecidos para a Educação Permanente do SUS.
Embora tenha sido desenvolvido, inicialmente, para os ACS, o curso é de grande utilidade para os profissionais de saúde que atuam na saúde indígena, uma vez que o uso de plantas medicinais deve ser estimulado entre a população indígena, que possui rico conhecimento acerca do assunto e acesso a diversas dessas plantas.
O curso é gratuito e online, com carga horária de 80 horas na modalidade à distância, sem limites de vagas.

 

Para realizar, acesse aqui: https://avasus.ufrn.br/local/avasplugin/cursos/curso.php?id=149

Em caso de dúvidas sobre como se cadastrar para fazer o curso clique aqui: https://avasus.ufrn.br/local/avasplugin/usuario/faq.php

 

ciclovivo.com.br